Pelo auxílio
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sexta-feira, 26 de março de 2021
Luiz Geraldo Mazza 
Governadores de 16 estados, dentre eles o do Paraná, pedem que o auxílio emergencial seja de R$ 600. Ratinho Junior, um dos mais identificados à raiz bolsonarista, assina o pleito depois de ampla análise dos efeitos dessa medida, sabidamente de difícil opção no quadro fiscal. Não será fácil o atendimento da demanda, até porque o relacionamento com estados membros é complicado, como se viu na escassa presença de governadores no dia do pacto, como se cortados da mobilização. Na versão anterior o Paraná teve alguns bilhões injetados na renda interna, o que agora está fadado a uma frustração, posto que o ministro da Economia esteja prometendo antecipar benefícios de aposentados e pensionistas. O freio na produção automotiva é uma expressão forte da atual conjuntura: agora são a Nissan, a Volkswagem, Scania, Mercedes Benz e General Motors, que aderiram à paralisia ditada pela pandemia e também pela falta de peças.
Terapia precoce
Setores médicos e empresariais no Paraná estão defendendo o tratamento precoce da pandemia e o projeto ganhou capilaridade ao ponto de vereadores curitibanos estarem pleiteando que o SUS disponibilize em sua rede o atendimento. E isso se dá no momento mais vigoroso da condenação do Kit Covid pelas entidades médicas. Esse tipo de confusão é prova eloquente de que o apelo do pacto interministerial carece de unidade e consistência. No momento, toda energia deve ser voltada para a imunização e há alguma esperança em testes de antivirais e na autorização para que seja testado o soro do Butantan e isso com o carimbo da Anvisa.
Turbulência
Embora vigorosamente negadas por Bolsonaro, o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, fez pesadas críticas ao governo por sua atuação na pandemia, entre elas a ameaça de remédios no parlamento conhecidos e amargos, "alguns fatais". Por um momento deu para lembrar dos atos de independência de Rodrigo Maia. O fato é que todos os esforços foram despendidos para afirmar a inexistência do conflito. A metáfora pesadíssima ficou no ar suavizada por tapinhas nas costas no ritual de sempre.
A elite
O juiz paranaense J.P. Gebran Neto, relator da Lava Jato na segunda instância, acusa a elite e o andar de cima de terem reagido à força-tarefa numa guerra de narrativas, o que faz cair o combate à corrupção retroceder no país, depois de um momento sólido de ação judicial que teve repercussão internacional. Já o ex-juiz Sergio Moro, tido como parcial por maioria, declara ter absoluta tranquilidade sobre as decisões que tomou.
Folclore
Ney Braga chegou a ter mais votos que Costa e Silva em encontro regional da Arena, na qual valiam as duas escolhas. Embora discreta, foi um ato que desagradou a corrente dos falcões da chamada linha dura, Ney se identificava com a linha de Castelo Branco e Geisel.


