Parecia o caos
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quarta-feira, 11 de março de 2020
Luiz Geraldo Mazza 
Perda de 12% em 24 horas na bolsa, crise do petróleo, dólar mais alto que a lua gorda, Petrobras perde R$ 67 bilhões num dia, paisagem de sonambulismo nas cidades italianas sob quarentena, mortos e desaparecidos nos deslizamentos da baixada santista - era a tradução do caos. Da mesma forma que o brasileiro se habituou com a inflação, a sociedade poderia acomodar-se com o cenário. Está ainda muito ruim, mas ontem mudou: a Bolsa se recuperou, houve melhora na questão do petróleo, e o dólar, que estava a R$ 4,72, baixou.
O paciente continua na UTI, mas a febre baixou. Enquanto isso políticos tentaram sugerir que as reformas resolvem tudo e Paulo Guedes se declara tranquilo.
Mudar a pauta
Desde os primeiros momentos do governo Bolsonaro estabeleceu-se o alvo imediato na questão econômica, daí Paulo Guedes quase suplantar Sergio Moro no ministério. Aquilo que era aguardado para soluções imediatas que sinalizassem melhoras na economia foi perdendo força e o posto Ipiranga saiu um pouco da temática com Bolsonaro perdendo força. Analistas das redes sociais captaram queda geral do presidente, excusada a bolha dos seguidores de sempre e que talvez isso o convencesse a repetir a essa claque o apoio ao agito de domingo próximo. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, negou-se a fazer comentários sobre as convocações presidenciais para não alimentar conflitos e sim pacificá-los o quanto possível, função que vê como essencial no Judiciário.
Batalha das ruas está na pauta dos grupos organizados: os do governo cuidam para que não se repita o apelo de Collor para que o povo fosse às manifestações e muito menos aquele de Jânio Quadros, subentendido. Tudo que se repete é farsa, como o historiador alerta.
Polêmica
Paulo Guedes está convencido de que as reformas detêm a crise, com o que o Congresso discorda ao entender que só isso não basta. Enfaticamente Rodrigo Maia, presidente da Câmara Baixa, as defende, no entanto que elas não são o único ponto para solucionar os danos da crise.
Resposta
Deputados estaduais fizeram um enorme esforço da semana passada para cá em votar projetos de interesse da mulher, entre os quais um que assegura preferência em vagas em cursos de qualificação técnica e profissional a vítimas de agressão doméstica, a maior parte deles versando sobre o combate à violência.


