Ironiza-se muito com o vice, mas vário deles (Café Filho, Sarney, Temer) chegaram lá. Mas um dos mais fortes slogans políticos do Paraná foi aquele que aspirava ser o segundo estado do Brasil. Como toda utopia essa traduzia aspiração de difícil viabilidade, mas pegou no bom governo de Paulo Pimentel. Para provocar o argumento de que se chegava a segundo por que não se admitia a hipótese de chegar a primeiro?

Uma ideia força como essa despreza racionalidade, ainda que traduza aspiração de crescer e de fato isso acontece porque o Paraná é o quinto estado em renda interna e às vezes supera o quarto que é o Rio Grande do Sul e em indicadores sociais (expectativa de vida e escolaridade) perde no Brasil meridional de Santa Catarina.

Estamos já, há dois meses, mantendo o segundo lugar em saldo de empregos no país, em cujo ranking São Paulo aparece em terceiro, acumulando 61.586 vagas, o dobro do que foi registrado em outubro com 29.818 com carteira assinada. O governador comemorou o segundo lugar, quando a maior potência fica apenas com a medalha de bronze e isso num cenário hostil fomentado pela pandemia. No fechamento do ano temos tudo para manter a posição.

Suspeitas

Há muito por apurar das anomalias da eleição presidencial especialmente na ação massiva via redes sociais até aqui mal apuradas. Pois agora no pleito municipal doações e gastos sob suspeita somam perto de R$ 1 bi.

Uma em dez

Uma em cada 10 mortes no Paraná é da Covid, que superou nas estatísticas causas dominantes como as de origem cardiológica e do câncer. No mundo já chegam a 85 milhões de casos com alguns países surpreendendo como Israel que vacinou em duas semanas 10% da população. Aqui tudo permanece enrolado e espera-se o aval da Anvisa para a Fiocruz importar 2 milhões de doses.

O governo alega que o suposto fracasso do pregão em torno de seringas e agulhas (Marcelo Belinati, prefeito de Londrina, diz ter estoque desses materiais) seria fake news, mas para evitar o pior está dificultando a exportação dos insumos. A corrida é irracional e tanto que clínicas particulares pretendem ir à Índia para negociar vacinas. É a crise privatizada, bem ao gosto do coisa ruim.

O alternativo

No governo José Richa tivemos o grande momento da tecnologia alternativa e tida como apropriada com a pavimentação com pedras irregulares e a estrada de baixo custo que na gestão Canet Júnior chegaria a 4 mil kms e transformada em modelo pelo Banco Mundial. Na crise hídrica agora a Sanepar captou 4 bilhões de litros de água em ações alternativas como a feita em fontes de pedreiras.

Folclore

Esgoto e água são parceiros, mas não quando se lança resíduos sem trato na bacia do Iguaçu.

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