Era só o que faltava: Judiciário só pode reagir a ataques do presidente e enquadrá-lo se a denúncia for feita pela Procuradoria-Geral da República, o que se sabe difícil de acontecer. O choque intrapoderes chega à exaustão, a um possível beco sem saída. Tenta-se incluir o presidente no processo das fake news que andou mais por ação de um ministro, Alexandre de Moraes, sem a participação da Procuradoria. É a pendência em torno das urnas eletrônicas em favor das quais se manifestaram nove ministros do STF e por nove ex-presidentes do TSE e que integraram a corte.

O confronto institucional chegou ao ápice e é difícil uma solução pela forma como age o presidente, que aposta, de qualquer maneira, na continuidade das trombadas. Isso faz lembrar formas de contornar impasses como os havidos na Amazônia, onde diante da chegada de pecuaristas nas áreas de extrativismo os "invadidos" declaram o que chamam de "empate" e há uma dramatização em torno da argumentação dos dois lados. No caso institucional foram queimados todos os itens da conciliação. Empate até no futebol é preocupante, dá um terço dos pontos.

Não assinou

O único integrante do STF que não assinou o documento conjunto no pedido de investigação foi Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro. Seu gabinete emitiu nota dizendo "que não foi consultado previamente a fim de que pudesse concordar, ou não, com o teor da nota do TSE". Por sinal que Bolsonaro mantém beligerância com o presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, como se ele sintetizasse a manutenção da urna, questão de inegável consenso. Aliás, bastou algo ser consensual, resultado do convívio democrático, para ser alvo do presidente.

Fiscalização

A fiscalização das normas sanitárias em Curitiba fechou 12 pontos comerciais e dispersou mais de 1.200 pessoas em concentrações sabidamente irregulares. Essas medidas radicais contra a quebra do isolamento enfrentam situações que exigem o uso da força. As melhoras registradas no combate à pandemia mostram que tivemos um julho sem óbitos em pelo menos 142 cidades. No Paraná tivemos 2.101 casos e 17 óbitos, 10 deles na capital e 409 casos e no Brasil houve 473 mortes. Enfim há recuo nas ocorrências, mas há temor em torno da variante Delta.

Sustentabilidade

Uma das ideologias (que fez até nascer um partido, a Rede) que tentaram sintetizar progresso com os cuidados ambientais é a da sustentabilidade. O Paraná é apontado pela OCDE uma referência mundial do desenvolvimento com sustentabilidade analisados todos os componentes que integram essa forma multifacetada de solução.

Aposta na micro

É uma questão de concordância entre economistas e críticos sociais que a base do desenvolvimento está nas micro e pequenas empresas, que responderiam por 72% da força de trabalho. É verdade que conjunturas como a atual levam à mortalidade dessas empresas e isso se constitui no maior problema do setor. Tivemos no primeiro semestre uma alta de 40% de fechamento de empresas.

Bolsa família

O ministro Paulo Guedes se valeu de evasivas para o provável adiamento de pagamento de precatórios em até 10 anos, o que geraria uma folga no orçamento de 2022. Objetivo é criar um novo Bolsa Família (que já se admite fixado em R$ 400) valendo-se de tais recursos. Economistas dizem que postergar obrigações pode ser tido como pedalada, que foi questionada no impedimento de Dilma Rousseff.

Folclore

O ministro Fábio Faria, das Comunicações, declarou que a privatização é a chance de sobrevida para os Correios. Pelo jeito uma autêntica posta restante.

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