Notória a postura de Ratinho Junior ante o presidente Bolsonaro: fidelidade expressa, ora sob pressão diante do manifesto de governadores em torno da pendência sobre verbas. Consenso o colocou num alinhamento crítico da esmagadora maioria dos estados membros. A crise é de tal dimensão que não há caminho para a evasão no colapso, principalmente, do sistema básico de saúde. Manchete desta FOLHA ressaltou que em dois meses chegamos quase à metade das mortes do ano passado. O chamado sul maravilha está sob terror, com os catarinenses transferindo pacientes para o Espírito Santo e nós e os gaúchos em situação de impotência.

Essa igualdade nos padecimentos impõe a ação política, um grupo de governadores esteve com Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, tratando do tema. Por sinal que o ministro Edson Fachin, do STF, manteve a denúncia contra Lira que será submetida ao colegiado.

Solar

O forte da Copel sempre foi a hidroenergia, embora mantivesse uma unidade térmica em Figueira. Agora ela se abre para soluções como a eólica e a solar, essa com uma unidade operando em Bandeirantes. Dois choques do petróleo levaram empresas da área a fortes experimentos e a nossa estatal não foi exceção, apesar da nítida preferência pelo rumo que a consagrou.

Opção no PSDB

O atrito com Bolsonaro que acusou os governadores como causadores do fracasso no combate à pandemia revelou até governadores contidos como Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que convocou entrevista para contestar a fala presidencial. E bastou o tom mais severo para que políticos o enxergassem numa disputa interna no PSDB com João Doria. Fez a crítica sem viés eleitoreiro, o que o distingue do governador paulista.

Fake news

Inquérito das fake news tem avançado no STF na busca de reforços contra a chapa Bolsonaro-Mourão em andamento no TSE. Informes podem vincular o esquema de disparos em massa pelo WhatsApp nas eleições com a investigação dos aliados do presidente para alimentar ataques às instituições. Situação parecida ocorreu no pleito dos EUA, inclusive com apoio russo.

Em alta

O Brasil teve 818 óbitos entre domingo e segunda, contabilizando 255.836 no geral. Caminha-se para 10,6 milhões de casos, dos quais 40.479 infecções em 24 horas. Paraná teve 3.196 casos e 17 óbitos, Curitiba com 1.697 em dois dias. Em nosso estado tínhamos 413.412 casos e dois meses depois 642.425. Fechamos o ano com 7.912 mortes e no domingo (28) passado chegamos a 11.581. É por essas razões que secretários de Saúde defendem o toque de recolher nacional das 20 às 6 horas e lockdown. Hamilton Mourão, o vice, entende que há dificuldades para soluções nacionais como a proposta.

Folclore

Nem todos os idosos acamados têm sido atendidos para vacinação em Curitiba. A força da promessa sustenta a espera.

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