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Londrina

Luiz Geraldo Mazza

m de leitura Atualizado em 21/01/2022, 03:19

Escalada rotineira

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Luiz Geraldo Mazza
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No dia em que o mundo batia o recorde diário de 3,79 milhões de contaminados, a Anvisa liberava a Coronavac para imunização de seis a 17 anos no Brasil. Confusões se sucediam como o fato de 2 mil crianças terem recebido a vacina errada, o que já ocorrera em outras regiões com a dosagem de vacinação adulta. Em São Paulo crianças e adolescentes contaminados, como se dava em outras partes do Brasil, cresciam 61%. Um expressivo aumento de mortes entre terça e quarta chegava a 349 e as infecções a mais de 205.310. A Anvisa adiava a liberação do autoteste cobrando mais dados do Ministério da Saúde. Vamos, como se vê, mal na testagem ante EUA e Europa, o que se traduz no recorde  de mais de 200 mil casos num só dia. Enquanto essas analogias são feitas constata-se no Brasil mais de 20 estudos de imunizantes, um deles da Universidade Federal do Paraná baseado em nanopartículas. 

Ocupação 

O Rio iniciou novo projeto de ocupação de favelas com operações policiais em Jacarezinho e Muzema como parte da "Cidade Integrada", repetindo os erros anteriores, entre outras coisas ao silenciar a população das comunidades. 

Moroso 

Avalizado por Doria e Beto Richa, o PSDB filia o ex-presidente regional do Podemos, Cesar Silvestri, indicado para governador. Cesar diz que a arregimentação no seu ex-partido visa reeleger Alvaro Dias ao Senado, razão maior do seu inconformismo. O pior foi dito pela presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, no sentido de que a União Brasil, que funde DEM e PSL, fique com a candidatura presidencial de Sergio Moro, o que, aí sim, caracterizaria um racha de bolsonaristas inconformados com o rumo das coisas. Parece que o Podemos não tem, afinal, o "pode" para decisões. O andamento da pré-campanha de Sergio Moro é, antes de tudo, moroso.  

Esvaziamento 

Continuam as renúncias em pastas-chave do governo federal: dois secretários e um diretor deixam seus postos na pasta da Economia e de seu lado também o governo faz suas mudanças com a troca de operador de gestão e planejamento do Inep, Alexandre Avelino Pereira, pelos fracassos do Enem 2021. Mais exonerações são aguardadas. 

Mais R$ 1,8 bi

A correção no teto abre espaço extra para o governo gastar mais R$ 1,8 bilhão no ano eleitoral. Houve uma  correção de 10.18% no teto de gastos, mais furado que as defesas da Série C do futebol brasileiro. Depois refluíram para o IPCA, índice oficial, que ficou em 10,06% e equivalente a R$ 1,829 bi e isso para todos os poderes, mas a parte do leão de R$ 1,75 bi fica para o Executivo. Mudança feita pela PEC dos precatórios permite a engenharia oportunista.    

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E os outros?

Itaipu 

Em função de sua relevância, Itaipu é uma das garantias de socorro aos lindeiros do lago não só com os royalties, mas também com ajudas, como a mais recente de R$ 2,7 milhões ao sistema prisional de Foz do Iguaçu.  

Rodízio 

Hoje se encerra o regime de rodízio de água em Curitiba, mas nem toda a Região Metropolitana é atendida. Cidades de porte como Colombo, alimentadas por sistema de poços, permanecerão sujeitas a restrições. 

Folclore 

Cada um tem sua história de metamorfose ambulante como se proclamava o Lula como se pressentisse sua liga com o Geraldo Alckmin. O cartunista Ademir Paixão diz que descobriu a sua vocação ao perceber que o lápis pesa bem menos que a enxada do seu estágio rural. 

A opinião do colunista não reflete, necessariamente, a da FOLHA

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