Bola nas costas


Bola nas costas 

Sergio Moro está acostumado, como ele próprio disse, a receber bola nas costas. E agora isso se completa com a projetada autonomia ministerial da Segurança que esvaziaria a abrangência das suas prerrogativas. O presidente Bolsonaro percebeu há muito tempo que apesar do The Intercept (empenhado em interceptar a luta contra a corrupção pondo rituais formais acima do que foi obtido com provas), o ministro da Justiça é a figura mais destacada do governo em todas as pesquisas de opinião. 


O protagonismo de Moro apenas confirma a excelência do que fez como juiz, tal qual se viu na entrevista da TV Cultura. Tudo isso deve ter sido considerado pelo presidente e seus assessores no recuo admitido, em relação ao racha ministerial, ao chegar na Índia, arquivando pelo menos por ora a ideia atribuída a secretários estaduais de segurança. Isso não significa que não haverá outras bolas nas costas. 




Aumento do ISS

De 22 de novembro a 15 de janeiro Londrina arrecadou R$ 8 milhões de ISS e o prefeito Marcelo Belinati vinculou o fato aos investimentos na decoração natalina que teria impulsionado as vendas. A decoração é elemento motivador de primeira grandeza, junto a apresentações artísticas, e isso se alinha à condição desfrutada pela cidade como área importante do turismo regional. 


Pingue-pongue 

Comum no governo federal a contestação do presidente a declarações de seus ministros, como se deu agora com o imposto do pecado anunciado em Davos por Paulo Guedes que incidiria sobre o fumo, bebidas e doces. Bolsonaro reafirmou o compromisso de não aumentar a tributação, mas de repente vem nova onda em torno do imposto sobre transações financeiras com sucessivos debates entre agentes da República, se é que a temos. 


O inexplicável 

Verificação dupla teria causado a falha na explicação da gráfica do Enem. Essa redundância técnica em duas etapas deveria ter identificado a dissociação entre candidatos e a cor de suas respectivas provas. A falha contraria disposição expressa do edital que rege o contrato. O fato é que 5.974 tiveram notas erradas, como admite o governo. 


Precarização 

Acentua-se a precarização do fator trabalho com a notícia, atribuída ao secretário da Fazenda do Ministério da Economia, de que o governo vai propor ao Congresso salário mínimo sem reajuste real. Neste ano tivemos dois reajustes para garantir reposição integral das perdas.


Pobre, o culpado

A frase de Paulo Guedes que atribui a causa da degradação ambiental aos aos pobres em Davos foi replicada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em Deli, na Índia, ao afirmar que as pessoas não precisam desmatar para comer e acentuou que é notória a má vontade de europeus com o Brasil. O ex vice presidente Al Gore, dos EEUU, também replicou o Posto Ipiranga. Em sua tréplica ao americano, Guedes mostrou que os países ricos foram os que mais destruíram recursos. De uma coisa não podemos nos queixar: o contraditório está funcionando dentro e fora do governo. 


Catador laureado 

Nilson Matheus Alves, catador de lixo, passou no vestiba da Uel e pretende ser um cientista social em favor de melhorias para a sua atividade. ´´Eu quero mudar como a sociedade me vê e como eu vejo a sociedade´´ é testemunho curto e fino como poucos.     


Fiat fux 

Para Moro a liminar de Fux bloqueando o juiz da garantia é boa, um ´´fiat lux´´ porque o ex-juiz tem posição radical contra a inovação, mas agora os ministros do STF querem a apreciação do tema no colegiado. Há um projeto no parlamento que estabelece restrições ao voto monocrático, adotado como regra na esmagadora maioria dos julgados. Segurança jurídica em risco. 


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