Imagem ilustrativa da imagem Manias de uma vida


Bagunça total. Tudo desarrumado. Coisas espalhadas por todo canto e poeira em todo lugar. Existem aquelas crianças que não estão interessadas em organização. Aquelas que acreditam que a bagunça é o estado natural das coisas.

Também existem aquelas crianças extremamente organizadas e ordeiras. Meninos e meninas que não conseguem viver com bagunça e desorganização. Acreditam que cada coisa deve sempre estar em seu devido lugar. Tudo limpo a arrumado.

"A Menina Que Organizava", obra infantil das curitibanas Eve Ferretti e Fabiola Werlang, traz a história de uma garotinha que odiava desorganização. Desde pequena brincava de organizar todas as coisas. Em sua casa tudo precisava ser impecável.

Limpava seu quarto todos os dias. Suas roupas estavam sempre arrumadas. Seu material escolar sempre ordenado. Durante o sono até procurava não se mexer para evitar que o lençol ficasse amarrotado.

Ninguém entendia exatamente as obsessões da menina. As pessoas achavam aquilo tudo um tremendo exagero. Uma chatice sem tamanho. Um exagero insano, desproporcional.
Lançado pela editora Peirópolis, "A Menina Que Organizava" revela como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) pode determinar a vida de crianças e adultos. Como pode determinar o cotidiano, as atividades e os relacionamentos.

Também demonstra como as pessoas com TOC podem desenvolver meios para viverem tranquilamente com suas inexplicáveis obsessões. Esse é justamente o caso da história da menina narrada por Eve Ferretti e Fabiola Werlang.

Quando a garotinha compreende que não pode controlar seus exageros que envolvem organização, higiene, saúde, simetria e perfeição, simplesmente aceita completamente sua condição. Aceita seu jeito de ser. Mesmo que isso implique a incompreensão alheia. Mesmo que seja necessária uma existência solitária.

SERVIÇO
"A Menina Que Organizava"
Autoras – Eve Ferretti e
Fabiola Werlang
Editora – Peirópolis
Páginas – 40
Quanto – R$ 39

mockup