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Muita gente afirma nunca viu. Muita gente jura que quase viu.
Alguns acham que eles não existem. Outros acham que eles apenas não querem ser vistos.
Vivem bem longe dos olhares, mas estão presentes em centenas de histórias do folclore brasileiro. Vivem praticamente em todas as regiões do país. Não gostam das grandes cidades, preferem habitar florestas e zonas rurais.

São baixinhos, do tamanho de duendes e gnomos. Possuem a pele negra e apenas uma perna. Sempre usam carapuça vermelha na cabeça e um cachimbo na boca.
Muita gente diz que nunca viu, mas os sacis existem. É possível encontrá-los em milhares de narrativas populares.

A escritora e educadora Januária Cristina Alves apresenta essa figura às crianças em "O Saci-Pererê e Outras Figuras Traquinas do Folclore Brasileiro", livro infantojuvenil que acaba de ser lançado pela editora FTD com ilustrações de Berje.

Tudo começa quando um saci bem velhinho, daqueles que vivem escondidos na mata, de barba bem branca, barriga e bengala, decide reunir sacis do Brasil. No encontro, aparecem sacis de todos os tipos: Saci-Pererê, Saci-Ave, Saci-Avisador, Saci do Poá, Saci-Cererê, Saci-Negrinho, Saci-Saçurá, Saci-Tarerê, Saci-Trique, Saci-Sacerê, entre outros.

O objetivo do encontro está em reforçar a missão dos sacis em fomentar o medo nas pessoas. Um medo que bem, que estimula a imaginação faz germinar histórias que se propagam de maneira oral. Histórias fantásticas que oferecem combustível para a imaginação dos seres humanos. Uma imaginação que auxilia no entendimento da existência de carne e osso.

"O Saci-Pererê e Outras Figuras Traquinas do Folclore Brasileiro" apresenta uma verdadeira aula sobre um dos seres fantásticos mais populares da cultura brasileira. Januária Alves oferece todas as informações significativas sobre os sacis, tanto no mundo fantástico quanto no mundo literário.

O livro também apresenta outros seres travessos que possuem parentesco com os sacis. O Tibungue, por exemplo, é um tipo de saci que só existe na região de Minas Gerais. A diferença é que ele possui uma flecha de fogo cravada no meio da testa. E, detalhe, gosta de mastigar criancinhas.

Romãozinho, Vira-Roupas, Poronominare e Angoera são outros seres do imaginário popular brasileiro que promovem traquinagens semelhantes às dos sacis.
Muita gente nunca viu. Mas também muita gente não tem certeza. Afinal, essas figuras são rápidas e ligeiras. Num minúsculo piscar de olhos viram fumaça.

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Serviço:
"O Saci-Pererê e Outras Figuras Traquinas do Folclore Brasileiro"
Autora – Januária Cristina Alves
Ilustrações – Berje
Editora – FTD
Páginas – 48
Quanto – R$ 39

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