Pés-vermelhos que buscam tornar Londrina referência em inovação
Ana Paula Murakawa é empreendedora e líder da comunidade de startups Redfoot de Londrina e região (2025/ 2007)
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de abril de 2026
Ana Paula Murakawa é empreendedora e líder da comunidade de startups Redfoot de Londrina e região (2025/ 2007)
Lucas V. de Araújo - Especial para a FOLHA 

O que é o Redfoot e de que forma ele colabora para a cidade de Londrina?
O Redfoot Startup Community é uma comunidade de startups, empreendedores, apoiadores e lideranças do ecossistema de inovação de Londrina e região (Estação 43). Ele nasceu com o propósito de conectar pessoas, fortalecer negócios inovadores e criar um ambiente mais favorável ao surgimento e desenvolvimento de startups. Na prática, o Redfoot colabora com Londrina ao articular conexões entre founders, investidores, universidades, ambientes de inovação, empresas, instituições de apoio e o poder público. Isso ajuda a cidade a transformar conhecimento, talento e oportunidade em novos negócios, inovação e desenvolvimento econômico e social. Ao longo dessa trajetória, o Redfoot também ajudou a consolidar Londrina como um ambiente reconhecido nacionalmente pela sua vocação inovadora. Essa contribuição aparece na mobilização da comunidade, na realização de eventos, na geração de conexões qualificadas e no fortalecimento de uma cultura empreendedora mais colaborativa. Em 2026, esse trabalho ganha um significado ainda mais especial, já que o Redfoot celebra 10 anos de trajetória no dia 22 de setembro, marcando uma década de contribuição ativa para o fortalecimento do ecossistema de inovação de Londrina (Estação 43).
Além de eventos e networking, como uma comunidade como a Redfoot pode contribuir para o fortalecimento do ecossistema de inovação?
Eventos e networking são importantes, mas o papel de uma comunidade como a Redfoot é bem mais amplo. Ela contribui para o ecossistema ao gerar densidade relacional, confiança e coordenação entre os diferentes atores, algo essencial para que a inovação aconteça de forma contínua e não isolada. Uma comunidade forte ajuda, por exemplo, a:
- aproximar empreendedores de quem pode apoiar seu crescimento, como mentores, investidores, especialistas e grandes empresas;
- compartilhar aprendizados reais, inclusive erros, encurtando o caminho de quem está começando;
- dar visibilidade às startups locais, fortalecendo a imagem de Londrina como polo de inovação;
- organizar pautas coletivas, levando demandas do ecossistema para instituições, empresas e poder público;
- estimular uma cultura de colaboração, em que as startups deixam de atuar sozinhas e passam a crescer em rede.
Além disso, a comunidade tem um papel importante na formação de ambiência. Isso significa criar um contexto em que inovar se torna mais viável: mais acesso à informação, mais apoio, mais repertório, mais conexões e mais confiança para empreender. No longo prazo, isso fortalece não apenas startups específicas, mas a capacidade da cidade de gerar inovação de forma consistente. E o fato de o Redfoot chegar aos 10 anos em 2026 reforça justamente isso: trata-se de uma construção contínua, com legado, consistência e impacto real sobre o ecossistema local.
*Continua na próxima semana
*Lucas V. de Araujo: PhD em Comunicação e Inovação (USP).
Jornalista Câmara de Mandaguari, Professor UEL, parecerista internacional e mentor de startups.
@professorlucasaraujo (Instagram) @professorlucas1 (Twitter)


