Entrevista com o presidente da HUTEC – parte II
Francisco Eugênio Alves de Souza é médico, mestre e doutor em Saúde Coletiva
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de maio de 2026
Francisco Eugênio Alves de Souza é médico, mestre e doutor em Saúde Coletiva
Lucas V. Araújo 

Francisco Eugênio Alves de Souza é médico, mestre e doutor em Saúde Coletiva, já foi docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), secretário de Saúde de Londrina, diretor da Secretaria de Estado da Saúde, superintendente do Hospital Universitário (HU) e atualmente é presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do HU (HUTEC)
3) Como a HUTEC está lidando com a falta de recursos no ecossistema de inovação?
A HUTEC reconhece que a limitação de fontes de financiamento é um desafio estrutural, não apenas local, mas nacional. Para enfrentar esse cenário, a fundação tem buscado diversificar as estratégias de captação de recursos, fortalecendo parcerias com o setor privado, órgãos públicos e instituições nacionais e internacionais.
Entre as ações adotadas estão a estruturação de projetos mais competitivos, a aproximação com empresas para desenvolvimento conjunto de soluções e a busca por editais e fundos alternativos. Além disso, há um esforço contínuo para estimular modelos de inovação mais sustentáveis, como parcerias público-privadas e projetos com potencial de geração de receita.
Como solução de médio e longo prazo, é fundamental ampliar a cultura de investimento em inovação na região, incentivar mecanismos de financiamento mais flexíveis e fortalecer políticas que garantam maior diversidade de recursos.
4) O que a UEL poderia fazer para tornar a inovação uma prioridade?
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem um enorme potencial para consolidar a inovação como eixo estratégico institucional. Para isso, é fundamental fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão com foco em soluções práticas e palpáveis para a sociedade.
Entre as possibilidades estão a criação de políticas institucionais mais claras para incentivo à inovação, a valorização de projetos com impacto social e tecnológico, a desburocratização de processos (algo que as Fundações podem colaborar muito) e o estímulo ao empreendedorismo acadêmico.
Além disso, ampliar a conexão entre o setor produtivo e o setor público pode acelerar a aplicação do conhecimento gerado dentro da universidade. Ao tornar a inovação uma prioridade, a UEL não apenas contribui para o desenvolvimento local, mas também encontra caminhos para resolver seus próprios desafios financeiros e estruturais, tornando-se uma instituição com mais prestígio social e impacto na Sociedade Civil. É algo cíclico, que traz benefícios em ambas as partes.
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A opinião do colunista não é, necessariamente, a opinião da Folha de Londrina


