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Londrina

Lucas V. de Araujo*

m de leitura Atualizado em 27/03/2022, 20:20

Crescer na pandemia e acreditar nas relações humanas

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de março de 2022

Lucas V. de Araujo
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|  Foto: Divulgação
 

Após dois anos, a pandemia está indo embora. O saldo desse período é péssimo para muitos, ruim para outra parcela significativa, mas boa e produtiva para um grupo de organizações. Uma delas é a Cresol.

A cooperativa de crédito está comemorando um dos melhores anos da história. O balanço de 2021 fechou com um crescimento recorde de 30%. A instituição fechou o ano de 2021 contando com R$ 299 milhões de resultado financeiro e movimentou R$ 16,8 bilhões em ativos. Neste período, foram creditados R$ 43,5 milhões de juros ao capital social dos cooperados. Para chegar a esse resultado, dois diferenciais foram cruciais: o incentivo do plano agrícola e o aumento de recursos para as pessoas físicas. Esses dois elementos reforçaram aquilo que é um dos pontos mais fortes da Cresol: o relacionamento.

Na contramão do que ocorreu com grande parte das organizações em 2021, a cooperativa de crédito abriu 77 novas agências, expandiu seu raio de atuação e contratou novos colaboradores. Atualmente, a Cresol está presente em 17 Estados com 682 agências, 680 mil cooperados e um patrimônio de referência de R$ 2,03 bilhões. Tudo isso para fortalecer o vínculo forte e duradouro com seus clientes.

A pandemia reforçou algo que já era uma tendência antes mesmo de ela ocorrer: a tecnologia é onipresente em nossas vidas. Além de dependermos dela para nossas atividades diárias, desde lazer, passando pelo trabalho, até nas relações familiares, notamos que a tecnologia, quando bem usada, pode ser um fator positivo.

Da mesma maneira que chegamos a essas constatações, porém, percebemos que a tecnologia mediada por computadores não é um fim, mas um meio em nosso cotidiano. Haja vista o que ocorreu com as vacinas, tecnologia fundamental para hoje tentarmos retomar nossas atividades presenciais, mas que não foi criada com um click no computador.

Aprendemos nessa pandemia, ou pelo menos deveríamos fazê-lo, que o contato humano é algo que nos faz falta. Por mais que determinadas tarefas possam ser executadas por máquinas, tais como a resolução de problemas financeiros, por exemplo, a presença de um ser humano ajudando o outro com cordialidade, respeito e, por que não, afeto, faz uma diferença enorme no nosso dia. Principalmente, quando já estamos desgastados com a sobrecarga de tecnologia que precisamos lidar rotineiramente.

Sem dúvida, esse fator foi uma das principais inovações da Cresol nesta pandemia e uma das razões para o sucesso avassalador: acreditar nas pessoas. Nós, seres humanos, que deixamos de lado o contato pessoal em nome da ciência e da saúde, percebemos o quanto o contato olho no olho é importante e necessário em nossas vidas.

Que aproveitemos essas lições para nos tornarmos cada vez pessoas melhores e conscientes do quanto podemos avançar ajudando uns aos outros, a exemplo do que realizou a Cresol. 

*Lucas V. de Araujo: PhD e pós-doutorando em Comunicação e Inovação (USP). Professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), parecerista internacional e mentor Founder Institute. Autor de “Inovação em Comunicação no Brasil”, pioneiro na área.