Pelo fim da greve

Empresas e entidades da sociedade civil organizada de Londrina e região divulgaram carta aberta à sociedade em que pedem o fim da greve dos servidores estaduais. "O setor produtivo da região de Londrina manifesta seu descontentamento com a escolha de parte dos servidores estaduais em aderir à greve, afetando diretamente a qualidade dos serviços públicos e o bem-estar dos paranaenses", inicia o documento. "Na avaliação das entidades que subscrevem este documento, o diálogo entre as partes deve ser retomado e as decisões devem ser pautadas pela cautela e pela prudência. Em todas as regiões do País há governos estaduais enfrentando imensas dificuldades em decorrência de medidas irresponsáveis no passado", prosseguem as entidades.

Situação fiscal do Estado

Na carta, o setor produtivo argumenta "a situação fiscal do Estado ainda inspira cuidados e a elevação dos gastos com funcionalismo pode significar um desequilíbrio perigoso no orçamento. A crise econômica não dá trégua e tudo o que o setor privado não toleraria neste momento é a opção pelo aumento de impostos". As entidades lembram que "em outras oportunidades, os contribuintes já foram punidos por aumento de alíquotas dos tributos já existentes, pela criação de novas taxas ou por qualquer outro subterfúgio pensado para preencher o rombo fiscal." E reiteram ser "obrigação do governo continuar trabalhando para a manutenção do equilíbrio das contas e também é uma obrigação dos servidores reconhecerem que o momento é delicado e exige cautela. "

Recado aos deputados

A carta aberta à sociedade termina cobrando também responsabilidade dos deputados estaduais ao tratarem do tema. "Sim, é inalienável o direito do servidor buscar uma justa remuneração, capaz de prover dignamente seu sustento e dos seus familiares, contudo, é preciso entender que vivemos uma era de sacrifícios, plenamente vivida pelas empresas e pelos trabalhadores do setor privado. Os paranaenses exigem respeito e não aceitam enfrentar situações similares às que estão afligindo brasileiros de outros estados. Queremos continuar sendo um exemplo para o País, inclusive em momentos difíceis. Que os servidores tenham bom senso em suspender o quanto antes este movimento grevista. E que os deputados estaduais que estão envolvidos no debate tratem do tema com responsabilidade, bem como o governo tenha a competência necessária para contornar este impasse da melhor forma possível."

Quem assina

Subscrevem o documento a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Aepic (Associação das Empresas do Polo Industrial de Cambé), AML (Associação Médica de Londrina), Ceal (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Londrina, Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Norte do Paraná), Sinduscon Paraná Norte (Sindicato das Empresas da Construção Civil), Sociedade Rural do Paraná e o Grupo FOLHA.

Rony Alves tira tornozeleira

O juiz Décio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Londrina, revogou a medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica para o vereador afastado Rony Alves (PTB) nesta segunda-feira. Réu por corrupção e organização criminosa por suposto pedido de vantagens para mudança de zoneamento , Alves havia recolocado o aparato no início deste ano após supostamente ter ameaçado a testemunha-chave da Operação ZR3. Na nova decisão, o magistrado considerou que não houve descumprimento de outras medidas e que o interrogatório está próximo no processo criminal e, por isso, não haveria mais motivo para o monitoramento. Entretanto, Rocha manteve as demais cautelares como proibição de frequentar prédios públicos como Prefeitura e Câmara.

CPI da JMK

Três oitivas estão programadas para a quarta reunião da CPI da JMK na Assembleia Legislativa do Paraná nesta terça-feira (2), a partir das 9h. A ex-secretária estadual da Administração e Previdência, Dinorah Botto Portugal Nogara, e o atual titular do cargo, Reinhold Stephanes, foram intimados para prestar esclarecimentos como testemunhas. Na condição de convidado, será ouvido o delegado Benedito Gonçalves Neto, da Polícia Civil. A CPI da JMK investiga o contrato firmado pelo governo do Estado com a empresa responsável pela gestão da manutenção da frota de 17 mil veículos de 52 órgãos públicos. Um inquérito policial aberto em 2016, conduzido pela Divisão de Combate à Corrupção, também apura irregularidades neste caso.

Venda de áreas públicas

Mais uma vez o PL 55/2019 foi retirado da pauta da reunião da Comissão de Justiça da Câmara Municipal de Londrina desta segunda-feira (1º). A proposta da gestão Marcelo Belinati (PP) é colocar à venda 17 áreas públicas com valor de mercado que pode ultrapassar os R$ 30 milhões. A matéria recebeu parecer contrário da procuradoria jurídica da Casa. Diante da análise técnica negativa, o Município vai reanalisar a situação de cada terreno. Isso porque o projeto enviado à Câmara só constava o valor venal, mas não o valor de mercado. O assunto voltará para a pauta da próxima reunião no dia 8 de julho.

mockup