Um olhar paranaense em Roma
Michael Donavan Rodrigues nasceu em Tamarana, morou em Londrina e hoje é referência em fotografia na Itália
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sábado, 31 de outubro de 2026
Michael Donavan Rodrigues nasceu em Tamarana, morou em Londrina e hoje é referência em fotografia na Itália

Michael Donavan Rodrigues deu o primeiro suspiro de vida em Tamarana, cidade onde nasceu. Os primeiros passos, em Guaravera, distrito de Londrina. Os primeiros cliques foram no interior de São Paulo, para onde se mudou ainda criança com a família. Agora, está trilhando o caminho rumo ao sonho de se tornar o melhor fotógrafo de Roma, uma referência no setor de festas, eventos e casamentos. Tive a alegria de conhecê-lo ao me encontrar, coincidentemente, quando fui celebrar o Elopement Wedding de um casal de Londrina, na Itália. Daí surgiu essa entrevista cujos principais trechos você acompanhar a seguir..
Como você entrou para esse universo da fotografia?
A fotografia sempre foi uma paixão, descoberta na minha juventude, quando fiz alguns trabalhos como modelo. Percebi que gostava da fotografia, não de ser fotografado. Comecei fotografando paisagens com uma Cybershot, mas o que eu gostava mesmo era de fotografar pessoas. Gostava de books, eventos. Só que na época eu não tinha condições de comprar uma câmera profissional. Às vezes, chamava amigos para passear e fazer fotos deles. Arrumava meu irmão, pegava escadas, fazia toda uma produção, cenários com lençóis. E o fotografava. Era muito gostoso e criativo. Depois de um tempo, quando comecei a trabalhar, comprei minha primeira câmera, em suaves parcelas, era uma Nikon 3200. Aos poucos, ia fazendo fotos como freelancer, nos finais de semana. Comecei a fazer alguns trabalhos sozinho, como batizados, aniversário e casamentos pequenos. Na época, era um hobby que me gerava renda.

Como foi sua jornada e transição até se mudar para Roma?
Fiquei quase dez anos trabalhando em banco e fazendo fotos. Resolvi transitar do ramo financeiro para o ramo da saúde, atuando como representante da indústria farmacêutica. Ali parei com a fotografia, pois me ocupava muito tempo e precisava me dedicar aos estudos. Entretanto, em 2022, passei por um processo muito difícil na minha vida. Estive entre a vida e a morte e, depois de retornar e passar por um processo de recuperação com terapias e fisioterapia, minha mãe me incentivava a ir embora para Roma. Ela dizia isso porque meu irmão já morava em Roma e tinha uma empresa no ramo de turismo. Eu era resistente e dizia que se só iria se eu fosse demitido. Pois então, eu fui [demitido] e fui embora para Roma, com o projeto de tornar meu hobby uma profissão.
Quais os desafios e as conquistas de um fotógrafo paranaense na Itália?
Em Roma, posso dizer que fui privilegiado, pois já cheguei trabalhando com meu irmão. Não tive os desafios de uma recém-imigrado de procurar casas e trabalho. Vim com o projeto de tornar a fotografia minha profissão. Então, em uma madrugada, criei a página Donava Photos, comecei a seguir alguns fotógrafos e pedir para que meus amigos me seguissem. Depois de alguns meses, pedi demissão para meu irmão para focar no meu objetivo. No início era muito difícil, poucos clientes, em torno de cinco ensaios ao mês. Era quase o valor do aluguel. Aos poucos as coisas foram acontecendo, parcerias, o famoso boca-boca.

Qual a importância dos registros de um dia tão especial na vida das pessoas?
Sempre sou muito grato por aqueles que me contratam. Gosto de fotografar pessoas, sou apaixonado por isso e gosto que seja muito especial e leve. Hoje vivemos em um mundo de rede social, as fotos impressas estão sumindo e, assim, nossas histórias vão sendo esquecidas. Tento mostrar que as fotos são as únicas lembranças que não se apagam, que sempre nos lembrarão daquele momento único que foi vivido. Portanto, registrar momentos é um investimento para o resto da vida.





