O olhar artístico de Lucas Meyer tem sido cada vez mais reconhecido em festivais de cinema pelo Brasil e até fora do país. O produtor audiovisual, que tem uma lista grande de clientes corporativos, também se dedica à produção cinematográfica. Seu mais recente curta-metragem, “Gaiola”, está percorrendo uma trajetória importante: o drama passou pelo Short Film Corner, no Festival de Cannes, e recentemente foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Ficção Científica catarinense (Sci-Fi Floripa). No enredo do curta, o ano é 2050. O local, o interior do Brasil. Lá, um ex-mecânico de equipes de corrida vive isolado entre máquinas antigas. As notícias de um mundo em colapso corroem mais que a ferrugem e ele decide agir. Lucas Meyer conversou com exclusividade com a coluna. Veja alguns trechos da entrevista.

Quando e como você mergulhou nesse universo do cinema?

Em 2014 estava cursando jornalismo e trabalhando com fotografia social até que um colega de curso que havia escrito um roteiro de curta metragem me convidou para fazer a gravação desse filme. Fizemos a produção apenas com amigos, sem recurso algum e imediatamente me apaixonei pelo cinema.

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Processed with VSCO with a4pro preset | Foto: Foto: Mateus Acioli

Como é a jornada da primeira reunião de um filme até a exibição em festivais?

A jornada acontece em duas grandes frentes. A criativa, que começa na concepção do roteiro e se desenvolve com a visão estética de imagem e som, segue no direcionamento dos atores até a edição, enfim, todas as decisões que transmitem a mensagem e a intenção do filme. A outra frente é a produção, que é o meio de como viabilizar tudo o que foi pensado pela parte criativa, desde a captação dos recursos financeiros para viabilizar o projeto, montagem da equipe, locais para a gravação, cronograma, seguindo até as inscrições em festivais, que já seria uma etapa de distribuição do filme. As duas frentes precisam caminhar juntas durante todo processo para atingir o melhor resultado possível.

Imagem ilustrativa da imagem Trajetória de festivais
| Foto: Foto: Jéssica Roque

Qual a importância de filmes como esse, feitos em Londrina, serem exibidos em festivais internacionais?

Londrina possui muitos artistas talentosos, no cinema e nas outras artes. Ter a oportunidade de exibir os trabalhos em festivais ajuda a trazer visibilidade para todos aqui na cidade e, consequentemente, isso ajuda fomentar e desenvolver mais a produção cultural local. Além disso, é muito gratificante poder compartilhar um pouco da visão artística que temos aqui com pessoas de outras regiões do Brasil e até do mundo.

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