O dom de cuidar de pessoas
Médica Giovanna Spagnuolo, formada pela UEL e com pós no Einstein, conta um pouco sobre o propósito de sua profissão
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 2026
Médica Giovanna Spagnuolo, formada pela UEL e com pós no Einstein, conta um pouco sobre o propósito de sua profissão

Não é de hoje que conheço a médica Giovanna Spagnuolo. Desde que ela criança à época em que ela era adolescente. Acompanhei sua trajetória no vestibular, seus passos na faculdade e até o início do namoro ao dia do casamento. Não à toa permiti que ela cuidasse de mim quando a saúde estava precisando. Só depois fui me dar conta do currículo dela: formada em medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com pós-graduação em nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Especialista em saúde metabólica, emagrecimento, lipedema, equilíbrio hormonal, longevidade e prevenção de doenças. Mais do que uma excelente profissional, ela é uma pessoa incrível. Tire suas próprias conclusões depois de ler alguns trechos da entrevista exclusiva à coluna.
O que te motivou a seguir sua carreira como médica?
Sempre enxerguei a medicina como uma profissão que vai muito além de diagnosticar e tratar doenças. O que me motivou foi justamente a possibilidade de cuidar de pessoas, compreender suas histórias e promover uma diferença real em suas vidas. Ao longo da minha trajetória, fui percebendo que muitas doenças poderiam ser prevenidas ou melhor controladas com um olhar mais amplo sobre a saúde. Foi isso que despertou meu interesse pela nutrologia e pela medicina do estilo de vida. Hoje, minha maior motivação é poder ajudar as pessoas não apenas a viverem mais, mas a viverem melhor, com saúde, disposição, autoestima e qualidade de vida.

Como você enxerga o processo de emagrecimento dos pacientes?
Costumo dizer que emagrecer vai muito além de perder peso na balança. O emagrecimento é um processo de transformação da saúde como um todo. Cada paciente chega ao consultório com uma história, dificuldades, hábitos e necessidades diferentes. Por isso, acredito que não existe uma fórmula única que funcione para todos. Precisamos olhar para o metabolismo, os hormônios, o sono, a alimentação, a saúde intestinal, o comportamento e até a relação emocional com a comida. Meu objetivo não é apenas fazer com que o paciente perca peso, mas com que ele recupere sua saúde, sua disposição, sua autoestima e, principalmente, consiga manter os resultados a longo prazo. Para mim, o verdadeiro sucesso do emagrecimento não está apenas nos quilos perdidos, mas na qualidade de vida e na mudança de hábitos que o paciente conquista durante esse processo.
Quais os desafios de ser médica hoje em dia?
Talvez seja conseguir oferecer um cuidado verdadeiramente individualizado em um mundo que busca cada vez mais soluções rápidas e resultados imediatos. Vivemos em uma época de muita informação, especialmente nas redes sociais, mas nem sempre essas informações são corretas ou se aplicam a todas as pessoas. Na área do emagrecimento, por exemplo, vemos frequentemente a busca por medicamentos, dietas e procedimentos como se fossem soluções milagrosas, quando, na realidade, um tratamento bem-sucedido exige acompanhamento, ciência e mudanças consistentes. Outro grande desafio é acompanhar a constante evolução da medicina, que exige estudo e atualização contínuos. Acredito que o nosso papel seja justamente unir o conhecimento científico a um atendimento humano, ético e individualizado, sem perder a essência do cuidado com as pessoas.

Quais as alegrias de ser médica?
Sem dúvidas, a maior alegria é acompanhar a transformação dos meus pacientes. É muito gratificante ver uma pessoa que chegou ao consultório cansada, frustrada, sem autoestima ou enfrentando dificuldades com a própria saúde, e perceber, ao longo do tratamento, que ela está recuperando sua energia, sua confiança e sua qualidade de vida. Muitas vezes, as maiores conquistas nem aparecem na balança ou nos exames. Estão nos pequenos relatos: uma paciente que voltou a usar uma roupa de que gostava, que conseguiu brincar com os filhos sem se cansar, que voltou a se olhar no espelho com carinho ou que simplesmente voltou a se sentir bem consigo mesma. São essas histórias que dão sentido à minha profissão e me lembram diariamente do motivo pelo qual escolhi a medicina.





