Arquitetura não é sobre o que se vê, mas sobre o que faz sentido para a rotina das pessoas que viverão ali. É sobre como as pessoas se sentem vivendo em um projeto arquitetônico. Essa é parte da assinatura que o arquiteto Ricardo Grangera deixou em mais de 500 projetos autorais e de sentido em 25 anos de profissão, desenvolvendo design e interiores. Para ele, a boa arquitetura é aquela que permite as pessoas serem quem elas são, possibilitando que a história de cada um se revele e se reflita em referências, memórias, afetos. Ao celebrar este Jubileu de Prata, Ricardo conversou com a coluna. Veja os principais trechos da entrevista.

Recentemente você comemorou 25 anos de carreira, como foi revisitar essa trajetória?

MARAVILHOSO! Revendo fotos, lembrando de projetos, clientes e de histórias que fizeram parte dessa trajetória, tudo isso me fez refletir o quanto minha profissão é incrível! Arquitetura tem o poder de transformar a vida das pessoas e me sinto privilegiado de fazer parte, de alguma forma, da vida de meus clientes.

Em seu livro jubilar, o que você destaca ao longo desse tempo?

São mais de 500 projetos nesses 25 anos e posso afirmar que o tempo só me fez entender que não existe projeto perfeito, existe projeto único, pensado para cada família, com respeito e significado.

Imagem ilustrativa da imagem Arquitetura para além do que se vê

O que você já fez muito na arquitetura que hoje não se faz ou não se usa mais?

Arquitetura é cíclica, tem fases, eu fujo do modismo e tendências, mas atire a primeira pedra quem nunca usou ripado ou cimento queimado. Tudo pode ser usado, no jeito certo e no lugar certo.

Qual o foco do seu trabalho daqui por diante?

Quero cada vez mais, fazer uma arquitetura “alfaiataria”, totalmente personalizada, onde tudo é pensado para cada cliente.

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