O engenheiro civil Paulo Cesar Duarte Junior está fazendo a diferença na medicina. Graduado, mestre e doutor em engenharia pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), tem pós-doutorado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, além de ter sido eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society, a Sociedade de Honra Científica fundada em 1886 na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que já teve como membro Albert Einstein. Sua motivação e seu propósito, ele compartilhou com a coluna. Seguem os principais trechos da entrevista.

Em que momento você decidiu que seu trabalho e pesquisa ajudariam a transformar a vida prática das pessoas?

Quando meu filho nasceu com uma cardiopatia congênita grave. Foi naquele momento que percebi que a engenharia podia ir muito além da construção civil e ajudar a resolver problemas da medicina. A pesquisa passou a ter, para mim, um propósito muito concreto: transformar conhecimento em possibilidade.

O que significam os prêmios e reconhecimentos que você recebeu e o convite para o Sigma Xi?

Representam o reconhecimento de uma trajetória construída com muito trabalho, pesquisa e propósito. Mais do que conquistas pessoais, mostram que aquilo que estamos desenvolvendo tem relevância científica e potencial de gerar impacto real na vida das pessoas.

Sua atuação seria digna de um Nobel?

O Nobel costuma reconhecer descobertas fundamentais que mudam profundamente uma área do conhecimento. Nosso trabalho tem outro perfil. Conecta diferentes áreas, especialmente engenharia e medicina, para criar soluções inovadoras. Por isso, vejo nosso trabalho como algo bastante distante de um Nobel. Meu objetivo nunca foi um prêmio. Se nossas pesquisas ajudarem a transformar o tratamento de crianças com cardiopatias graves, isso já será uma conquista extraordinária.

Qual a importância de pesquisadores como você?

A importância da pesquisa está em não aceitar que aquilo que hoje parece impossível continuará sendo impossível para sempre. Muitas das coisas que transformaram a vida das pessoas começaram como perguntas improváveis. O papel do pesquisador é justamente esse, questionar limites, buscar novos caminhos e transformar o impossível de hoje no possível de amanhã.

O que você diria para quem está chegando à universidade e tem uma vida pela frente?

Não deixem que o diploma limite aquilo que vocês podem fazer. Eu entrei na universidade para construir edifícios e, anos depois, estava usando a engenharia para estudar o coração humano. Aprendam a resolver problemas, sejam curiosos e não tenham medo de atravessar fronteiras entre diferentes áreas. O conhecimento pode levar vocês muito além de onde imaginaram chegar.

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