Ou vai ou racha
Ninguém poderia imaginar ao final do primeiro turno da Série B pegar a classificação e ver o Londrina na zona de rebaixamento. Mesmo porque nos dois últimos anos a situação era bem diferente. Passado o susto – se é que já passou –, agora é sair da areia movediça. Quem está no fundo do poço só pode subir. Não tem como descer mais. Novo treinador, por sinal, o quarto em sete meses, e lista de dispensas. A palavra de ordem é união. Ou todos remam para o mesmo lado ou o barco afunda. É esquecer a vergonha do turno e começar do zero. Para permanecer na Série B, serão necessários mais 23 pontos. Alcançando 44, o LEC se livra da queda.

Quem caiu
Em 2014, o América-RN foi o primeiro da zona de rebaixamento, com 43 pontos. Em 2015, o Macaé foi rebaixado com 43. Em 2016, o Joinville caiu para a Série C com 40 pontos. E em 2017, o primeiro da ZR foi o Luverdense, com 44 pontos.

É de casa
Roberto Fonseca chegou ao Londrina em 1980 para a base. Em 1982, 83 e 84, jogou no time profissional. Foi vendido em 1984 ao São Paulo. O presidente do Londrina era Murilo Zamboni. Tem 56 anos e é a terceira vez que dirige o LEC; antes, teve passagens em 2005 e depois 2006/2007. Tem larga experiência, tendo dirigido mais de 30 times no Brasil. É especialista em salvar times do rebaixamento. Mas também tem conquistas, como a última, quando ganhou a Copa do Nordeste com o Sampaio Corrêa. Sucesso e bola pra frente!

Ano a ano
Fechado o primeiro turno, vamos comparar as campanhas do Londrina: 2016 – terminou em sétimo lugar com 28 pontos; 2017 – terminou em décimo com 27 pontos; 2018 – é o 17º com 21 pontos.

A campanha
Foram 19 jogos, cinco vitórias, seis empates e oito derrotas. Marcou 19 gols e sofreu 23. Apenas 37% de aproveitamento. Nos dez jogos em casa, venceu três, empatou dois e perdeu cinco. Isto é, disputou 30 pontos e ganhou 11. O site Chance de Gol desenhou o quadro negro: 34,8% de chances de ser rebaixado.

Números ridículos
O técnico Sérgio Soares não foi feliz no Londrina. Em sete jogos, ganhou um, empatou três e perdeu três. Dos 21 pontos disputados, ganhou seis, com 28,5% de aproveitamento. Ficou 34 dias no comando do time.

Hora de reagir
O novo treinador já pediu três reforços. E sabe que a situação é delicada. Os próximos cinco jogos serão decisivos: Paysandu, Ponte Preta e Atlético-GO, em casa, e Boa Esporte e Fortaleza, fora. A tendência é o time melhorar.

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