FIORI LUIZ
O que vimos lá
1- Estádio Estadual Lourival Batista, em Aracaju. Capacidade para 15.700 lugares. Nada de cimento. Tudo cadeira. Em pouco mais de dez minutos, toda a torcida (12.742) já havia deixado o campo. São 18 acessos, o que facilita o escoamento. Gramado e iluminação, impecáveis. Seis lugares para cadeirantes, atrás do banco de reservas. Cabines de imprensa, vestiários, banheiros, limpeza, tudo nota 10. Dá inveja.
2- A torcida do Confiança deu uma demonstração de educação esportiva. Em momento algum hostilizou os 70 torcedores do Londrina, que torceram à vontade. A Polícia Militar deu toda a cobertura.
3- O time do Confiança, dirigido pelo Betinho, ex-jogador do Palmeiras, tem alguns pontos positivos e negativos. Os dois laterais - Ney Maruim e Everton -, são verdadeiros alas, e estão sempre buscando a linha de fundo. O primeiro volante, Richardson, é muito bom. E Robinho, no ataque, é rápido e driblador. O time peca nas finalizações. E achei o ponto fraco, a dupla de zaga, João Paulo e Valdo. Enfim, esperava mais do time sergipano. O Londrina é melhor, tecnicamente e individualmente.
Campanha fora
Nos nove jogos longe do Batistão, o Confiança ganhou quatro, empatou dois e perdeu três. Os destaques, empates contra ASA (1x1) e Fortaleza (1x1) e vitória no Serra Dourada, diante do Vila Nova por 2 a 1.
Hora do torcedor
Dia 18, será um dia histórico. Depois de 11 anos, o Londrina tem a oportunidade de voltar à Série B do Brasileiro, onde ficou 20 anos. Serão apenas 90 minutos separando o sonho da realidade. Os ingressos já estão à venda: R$ 50 e R$ 30. Se contra o Coritiba tivemos 30 mil torcedores no Café, isso deve se repetir. A presença da torcida será fundamental.
Jogo de risco
O Londrina, jogando em casa, é favorito. Mas, o futebol prega peças. Pelo regulamento, gol fora vale como critério de desempate. Se o Confiança fizer um, o LEC terá que marcar dois. Novo empate em zero a zero, pênaltis. É só o Tubarão jogar como fez contra o Brasil e o Tupi, que a vaga estará garantida.





