FIORI LUIZ
DIRETO DE FORTALEZA
Os velhos problemas
Chegamos a Fortaleza no domingo por volta da meia-noite. Foram 4h30 de voo e mais quatro de espera no aeroporto de Guarulhos. A bagunça impera. Por quatro vezes trocaram o portão de embarque, gerando muitos transtornos principalmente para os estrangeiros.
Só festa
Se tem uma capital onde a seleção é amada é Fortaleza. Aqui, as vaias serão substituídas pelo aplauso, pelo carinho. Ninguém acredita em outro resultado que não seja a vitória. Já os mexicanos, que chegaram ontem em navio e 32 voos fretados, prometem fazer o Brasil provar o chilli, referencia àquela famosa pimenta mexicana.
Beleza
Ontem, fomos - eu, o JB Faria e o Reinaldo Furlan -, ao Castelão buscar o credenciamento e conhecer as posições. A revista é completa em todos os setores. O estádio, construído em 1973, com capacidade para 60.348 torcedores, é bonito e confortável. Ontem à tarde, operários ainda trabalhavam, cuidando dos últimos detalhes. A imprensa, rádio e TV já mobilizava pessoal nos testes.
Nada de praia
Mexicanos e ainda muitos uruguaios nas praias de Iracema e do Futuro. E quem é de rádio, nem tem tempo de pisar na areia. Ontem, fomos ao estádio por volta de 9 horas e só retornamos ao hotel no começo da noite. São dezenas e dezenas de boletins gravados, participações ao vivo. Copa do Mundo é assim. Hoje, por exemplo, já estaremos no Castelão às 8 horas. E só devermos sair por volta das 20 horas. Para quem fica ouvindo parece fácil. Mas compensa, claro. Afinal é Copa do Mundo.
Segurança
No setor de credenciamento e para retirar as posições nas bancadas, é preciso deixar na esteira, celular, relógio, moedas, chaves e até cinto. Aliás, o JB Faria ficou irritado quando pediram para tirar os sapatos. Ele virou fera. E o Reinaldo Furlan que levava na bolsa barrinhas de cereais. Não pode entrar com alimento. É isso.





