FIORI LUIZ
Tiro de partida
Depois do fracasso da parceria com o grupo paulista, o Londrina começa a juntar os cacos. E, novamente, a esperança brota no peito do torcedor. Na última quarta-feira, o Conselho de Representantes se reuniu sob a presidência do advogado Carlos Roberto Scalassara, com a presença do procurador do Ministério Público do Trabalho, Heiler Ivens de Souza Natali, e do interventor judicial, Rubens Moretti. Um resumo do que foi discutido na reunião:
* Foram apresentadas as peças da campanha de filiação de sócios (R$ 15 e R$ 100), para rádio, jornal e TV: ''Mais que 11, mais que paixão, somos todos pelo Tubarão''.
* O procurador Heiler levou a proposta da SM Sports. Um contrato de dez anos. No primeiro ano, o Londrina teria 10% das rendas, dos patrocínios e de toda a receita. Mas, no primeiro ano, não receberia nada em caso de venda de algum
jogador.
* A partir do segundo ano, o LEC teria 20% das rendas, patrocínios, enfim, de toda a receita (cotas de TV, placas no estádio, etc). E 4% sobre a venda de atletas.
* A SM Sports é dona do melhor Centro de Treinamentos do Brasil, tem categorias de base prontas, alojamentos, refeitório, cinco campos, enfim, toda a estrutura necessária.
* O Londrina marcou a eleição para o final de novembro. A nova diretoria não terá despesas e ainda contará com as receitas estabelecidas no contrato.
* Nova e decisiva reunião foi marcada para o dia 22. Até lá, haverá a definição. Ou faz parceria com a SM Sports ou o atual Conselho tocará o time.
Resumindo
Alguns membros do Conselho, que é consultivo e portanto não tem poder de decisão - a decisão final é da Justiça do Trabalho, como frisou o dr. Heiler -entendem que é possível conseguir 10 mil sócios. Válida a iniciativa, mas totalmente inviável. O LEC, quando disputava a Série B e dispunha da Sede Campestre, nunca conseguiu mais do que 80, 90 sócios. Como conseguir 10 mil?
Futebol é caro
Se a proposta da SM Sports não agrada a alguns conselheiros, nada impede que se discuta alguns ítens, como o porcentual do LEC em caso de venda de jogadores. Porém, achar que a Cidade vai responder de pronto, é muita infantilidade. Com menos de R$ 200 mil, por mês, ninguém monta um time para subir para a Primeira Divisão do Paranaense.
Belo trabalho
É preciso destacar o trabalho do Conselho de Representantes. Os 25 membros, tendo à frente o dr. Scalassara, merecem os aplausos. Estão reformando o Estatuto, recadastrando os sócios. São uns abnegados. Aliás, mesmo com a parceria, nada impede que se filie novos sócios. Nos campeonatos, eles poderiam ter desconto no ingresso.
Última
O Ministério Público do Trabalho encaminhou à Justiça processo criminal contra o ex-presidente do Londrina, Peter Silva.





