Eleição na federação tem zebra?
Provavelmente no final deste mês teremos eleição para presidente da FPF (Federação Paranaense de Futebol). O atual mandatário Hélio Cury está no comando desde 2007 e é candidato à reeleição, de forma legal, dentro da lei. O candidato de oposição é Gilberto Ponce, empresário londrinense. O que vou questionar a seguir é o estatuto da entidade e não as duas candidaturas, que são legítimas.

Quem vota?
Os números são desencontrados. Na última eleição, em 21 de março de 2015, o atual presidente venceu Ricardo Gomyde por 33 votos a 25. Se não me falha a memória, votaram 26 clubes profissionais, 29 times amadores da capital e seis ligas. Se nada mudou de lá para cá, os eleitores serão praticamente os mesmos na votação deste ano.

Mesmo peso?
Se o estatuto não foi modificado, novamente teremos o mesmo sistema, isto é, um time amador da capital tem o mesmo peso do profissional. Idem em relação às ligas. Nada contra os amadores e as ligas, já que muitos desenvolvem um trabalho social relevante nas comunidades. Mas é justo isso? O voto, por exemplo, de uma equipe amadora da capital vale o mesmo que o voto do Londrina? Ou do Athletico? Ou do Coritiba, do Maringá, do Toledo, do Operário?

Exemplos
A Federação Paulista mudou o sistema de votação. Clubes da A1 terão peso 6 no pleito. Da Série A2, 4. Série A3, peso 2. As agremiações da A4 e das ligas terão valor 1 na disputa. A justificativa: a importância do voto é proporcional à da divisão. A Série A1, onde estão os grandes, gera praticamente todos os recursos. Através dessa receita, a entidade paga despesas das demais séries e das ligas. "Quem faz a roda girar tem que ter poder maior para decidir os rumos da entidade", afirmou um dirigente. E mais: a partir de 2016, haverá apenas uma reeleição para presidente da federação.

Exemplos 2
Em Goiás, se não mudaram as regras, clubes da primeira e segunda divisão do Campeonato Goiano tem peso 2 na votação. Clubes da terceira divisão, amadores e ligas desportivas, peso 1. Já no Rio de Janeiro, clubes amadores da capital e ligas municipais votam.

Tá na lei
O Estatuto da Federação Paranaense prevê voto igualitário para todos os membros - profissionais, amadores e ligas - em dia com a entidade e pelo menos dois anos de filiação. Quando isso vai mudar? Só quando as profecias do Nostradamus se confirmarem. Deixo claro que este espaço não tem nada contra quem é candidato ou quem vota. E a coluna se coloca à disposição para que os protagonistas da eleição se manifestem.

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