Voltando 22 anos no tempo
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segunda-feira, 24 de junho de 2019
Diego Prazeres - Grupo Folha 
O amistoso do Londrina contra o Corinthians lá em Maringá, em julho, será um bom teste para que o Alemão e a torcida possam ver o quanto a paralisação da Série B foi importante para o Tubarão. Os ajustes são necessários. Como já escrevi aqui, o time não foi bem nos três últimos jogos que fez antes da parada. Mesmo nas vitórias diante do Vila Nova e Cuiabá já se via um Londrina sem o mesmo jogo envolvente e intenso que o levou a liderar o campeonato. A derrota em casa para a Ponte Preta, em 10 de junho, apenas confirmou a impressão de que o desempenho vinha em queda. Se é importante aprimorar a equipe tecnicamente, também o é recuperar a forma física do Dagoberto. Ele bem é o melhor dos reforços.
E por falar nesse amistoso do dia 7, um domingo, o reencontro de Londrina e Corinthians 22 anos depois é uma volta no tempo. Foi em 1997, também no mês de julho, portanto há quase 22 anos, que os dois times se enfrentaram pela última vez, em amistoso no Café. A internet engatinhava, e celular era aparelho para poucos e bons.
Naquela época, o Londrina estava, para variar, em reconstrução. Após um Campeonato Paranaense horroroso, em que chegou a disputar um estapafúrdico Torneio da Morte para evitar o seu primeiro rebaixamento – que viria no ano seguinte –, o clube se escorou na Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL) para se viabilizar na Série B. Com uma estratégia agressiva de marketing, o apoio do empresariado e de um patrocinador master de mil e uma utilidades, o Tubarão trouxe jogadores “renomados” como o uruguaio Matosas, então no Athletico Paranaense, e o volante Éder Lopes, ex-Atlético-MG e seleção brasileira. O técnico era o uruguaio Sergio Ramirez, aquele que entrou para a história ao correr atrás de Rivelino depois de um Brasil x Uruguai tenso no Maracanã.
O amistoso contra o Corinthians serviria para apresentar essa nova estrutura à torcida. Mudaram até a roupa: o time passaria a jogar de calções pretos. Além de Matosas e Éder Lopes, o LEC contava com Júlio César, que eu considero o melhor goleiro que vi jogar pelo Tubarão, Toninho, meia que no final dos anos 80 e início dos 90 havia se destacado na Portuguesa, e o Milton, atacante vindo do futebol mineiro e que viria a ser um dos destaques da equipe naquela Série B.
Nem a derrota por 5 a 2 para o Corinthians de Ronaldo, Marcelinho Carioca, Donizete e companhia frustrou a torcida. Frustrante mesmo foi a campanha na Série B. A eliminação veio no mata-mata da segunda fase, após três jogos contra o Náutico, sendo os dois últimos no Café. Terminanos em 10º entre 25 clubes. E a “reconstrução” não vingou. Recomeçou-se tudo do zero em 98, uma outra história que um dia conto aqui. Boa semana.


