Nada como uma vitória para nos trazer a ilusão. Foi assim contra o Coritiba, quando todos acreditávamos enfim que aquela virada heroica no apagar das luzes seria a redenção de um time que havia perdido o brilho e o fôlego cedo demais nesta Série B. Em vão. Espero que a história seja diferente depois do resultado importante em Cuiabá no último sábado. Mazola Júnior já teve o mérito de tirar o peso da estreia e de evitar que o Londrina não levasse gol, o que não acontecia desde 30 de julho, quando goleamos o Paraná por 3 a 0, pela 13ª rodada, numa época em que éramos felizes e mal sabíamos.

Dos 26 jogos já disputados, o Londrina só não foi vazado em sete, o que explica o fato de ter a segunda pior defesa do campeonato, com, 35 gols sofridos, atrás apenas do São Bento, que levou 37.

O fato é que o Tubarão chega à metade final da Série B em busca de uma identidade perdida. Que Mazola Júnior faça o que o Tencati não conseguiu. A volta de Tencati, aliás, se revelou um desastre para ele e o clube. Um lamentável desastre, por tudo o que o treinador construiu por aqui na primeira passagem, que na verdade foi uma estadia de seis anos.

A principal tarefa do novo treinador, a julgar pelo perfil que o próprio fez questão de ressaltar e as missões semelhantes que encarou em outras equipes de Série B, será o de acabar com a fragilidade defensiva, o que, cá pra nós, é um trabalho menos penoso do que criar equipes ousadas, ofensivas.

Tencati, quando assumiu, mudou muito, exageradamente. Mazola também já fez suas intervenções, mas como a janela de contratações está fechada, terá que descobrir entre os que estão aí qual é o time que lhe cabe.

Não temo o rebaixamento, porque o Londrina não tem time para isso. Mas que é necessária uma mudança de atitude, não há dúvida. E isso já ficou bem evidente na vitória lá em Cuiabá. E é curioso notar como essa Série B é enganosa. O Londrina, com toda a sua queda ladeira abaixo pós-Copa América, está atualmente a oito pontos do G4 e a quatro da ZR. A distância entre o 17º (Criciúma) e o 4º (Botafogo-SP) é de 12 pontos, pouco para um campeonato tiro longo em turno e returno. O que atesta que à exceção do Bragantino, folgado na liderança, é o único time que destoa.

SÉRIE C

O retorno do Náutico à Série B, por sua relevância no futebol nordestino, já estava muito legal. O título da Série C em cima do Sampaio Corrêa foi a cereja do bolo para um clube que até ano passado estava em ruínas no aspecto financeiro. Primeiro título nacional do Timbu. Boa semana.

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