Teoria e prática
Tem gente doida para dar a impressão de que muita coisa mudou no LEC para a Série B deste ano, mas isso não aconteceu
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segunda-feira, 15 de abril de 2019
Tem gente doida para dar a impressão de que muita coisa mudou no LEC para a Série B deste ano, mas isso não aconteceu
Fabio Galão - Grupo Folha 
No Londrina, nem tudo é o que parece. O gestor condicionou a renovação do contrato de Dagoberto para 2019 à adesão de 5 mil torcedores ao programa de sócio. Renovou sem nem chegar à metade dessa meta.
O próprio Dagol disse que só ficaria este ano se fosse montado “um time competitivo”. Bem, minimamente competitivo, o novo LEC está mostrando ser, pelas campanhas no Paranaense e na Copa do Brasil. Mas é claro que aquilo que o atacante quis dizer com “competitivo” era um time que não fosse dependente dele, como foi em 2018.
Tem gente doida para dar a impressão de que muita coisa mudou para este ano, mas isso não aconteceu. Por mais que a boa safra da base do Londrina empolgue, impulsionada pelo trabalho competente de Alemão no primeiro trimestre, o Tubarão chega à Série B com a mesma receita de montagem de elenco dos anos anteriores: molecada, novatos emprestados e veteranos que não conseguem espaço em times grandes e reforços desconhecidos, vindos de clubes menores que o Londrina. Ou seja, o tal “plus a mais” que Dagol queria não aconteceu. Ele segue a referência do time. Renovou mesmo assim.
“Ah, mas agora estão usando a base.” Bom, o aproveitamento da molecada sempre foi generoso na era SM Sports. É só lembrar de Wendel, Silvio, Bruno Henrique, Arthur Caike, Weverton, Gilvan, Bidía, Joel, César, Matheus, Marcondes, Yaya, Anderson Leite, Romulo – e agora, Felipe Vieira, Luquinha e Anderson Oliveira. Não é novidade nenhuma.
“Ah, mas agora tem time-base.” Desde quando o Londrina não sai do Paranaense dizendo que tem um time-base para o Brasileiro? Do time que terminou a última partida no Estadual de 2018, derrota por 1 a 0 para o Athletico na Arena, sete jogadores começaram o jogo de estreia na Série B, 1 a 0 no Boa Esporte. Depois, foi a reformulação que se viu. Se está começando tudo igual, o jeito é torcer para terminar diferente.
Paranaense
O time B de um clube médio do futebol brasileiro e outro que teve campanha de rebaixado decidem o título. A final do Paranaense é a cara da pobreza do campeonato. Quando vão dar o tiro de misericórdia nessa coisa deprimente?


