Não posso falar sobre os fatores que determinaram a derrota para o Cianorte no domingo porque, por razões profissionais, não vi o jogo. Só ouvi. No sábado de Carnaval, diante do Cascavel, aí sim, vi. E vi um Londrina ciscador e pouco, muito pouco objetivo. Assustou a derrota para uma Cobra longe de ser venenosa. O que tenho observado e que já mencionei aqui é que a cada jogo o Tubarão mais demonstra o quanto enfraqueceu do ano passado para cá. E aí acho que vale o torcedor direcionar as suas cobranças não apenas por resultados melhores, mas por um time melhor. Um elenco melhor. Até porque, além desse Paranaense em que o Londrina deve ser encarado como um dos favoritos, temos daqui a pouco pela frente a Série B. Não vai dar para contratar jogador pelo Instagram de novo.
E para que tenha uma equipe mais forte, o Londrina precisa de uma boa dose de prumo. Mais fora do que dentro de campo. Quanto mais se indispõe com a torcida nas redes sociais, quanto mais tenta vender a imagem de que é ele um benfeitor injustiçado, que não tem o reconhecimento por tudo o que fez pelo futebol do clube nos últimos seis anos, mais o gestor aumenta a muralha que parece dividir a cidade da SM Sports.
Malucelli reclama da falta de público, e ontem foi um prato cheio para ele a ridícula soma de torcedores que foi ao Café. Mas parece desconsiderar o fato de que para o torcedor talvez não esteja valendo o custo-benefício para ver o Londrina jogar.
De qualquer maneira, enquanto continuar esse clima de cisão, essa tensão no ar, a caminhada neste Paranaense de baixo nível técnico vai ser penosa. Desnecessariamente penosa.

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