Acabou o returno do Paranaense, e com ele, o campeonato chegou ao fim para sete dos 12 times. Restam na disputa os semifinalistas da Taça Dirceu Krüger, Athletico, Londrina, Coritiba e Rio Branco, e o Toledo, que vai assistir de camarote à briga de foice, aguardando seu adversário na final.

Estadual, como sabemos, não vale nada. Ainda mais o Paranaense, único dos estaduais com campeões brasileiros que não atrai atenção do Premiere (que passa até Americano de Campos x Portuguesa-RJ) e que é organizado por uma federação com critérios risíveis para eleição de presidente, feitos sob medida para perpetuar o atraso.

A única serventia desses torneios é servir como termômetro para o nível dos times para campeonatos mais importantes. E aí, vamos mal: dois dos nossos três representantes na Série D do Brasileiro foram rebaixados no Paranaense. Dois dos quatro paranaenses da Série B, Paraná e Operário, fizeram campanhas medíocres e estão fora da disputa pelo título. O Tricolor periga tomar o rumo da queda livre, estilo Portuguesa (a paulista), e o Fantasma, como eu havia alertado no ano passado, parece que está achando que dá para disputar Série B com time de C.

Restam o Coxa, que, com uma única vitória no Couto Pereira no ano, não bota medo em ninguém (mas tem a obrigação de eliminar o time “barato” do Londrina), e LEC e Athletico, que, independentemente do que acontecer, já saem do Paranaense vitoriosos. Essa história de time “alternativo” é ótima porque, se for campeão, o vexame é dos outros; se perder, tudo bem, era o “time B”.

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