Dos 20 clubes da Série B, sabe quantos começaram o segundo turno com o mesmo treinador que iniciou a competição, lá em abril? Nove. É, nove. Coincidência ou não, sete deles são os melhores colocados na tabela: por ordem de posição, Bragantino, Atlético-GO, Sport, Coritiba, Operário, Paraná e Cuiabá. O CRB, outro que ainda não trocou o técnico, está em nono. A única exceção entre os times que mantiveram o treinador mas está lá embaixo na tabela é o Oeste, 16º colocado, e cujo comantante técnico é o filho do presidente, o que explica sua permanência.

É claro que Bragantino, Atlético-GO e Sport não tiveram motivos para demitir seus treineiros ao longo do campeonato porque vêm frequentando o G4 desde sempre – há quem aposte até, e eu me incluo nisso, que o Massa Bruta, turbinado pela grana da Red Bull, garante o acesso com certa tranquilidade.

Já a diretoria do Coritiba teve uma tremenda paciência com Umberto Louzer, técnico da novíssima geração que despontou no Guarani ano passado. Mesmo com a campanha ruim até a metade do primeiro turno, ele se manteve firme e forte no cargo. A ressalva é que vem a Londrina pressionado pela sequência de quatro jogos sem vitória, sendo duas derrotas seguidas, o que fez o Coxa cair do segundo para o quarto lugar. De qualquer forma, é inegável que o time soube aproveitar a pausa para a Copa América para reagir no campeonato. Não há como não incluir o Coritiba hoje como outro candidato ao acesso.

Operário, com Gerson Gusmão; Paraná, com Mateus Costa; e o Cuiabá, com Itamar Schulle, também são bons exemplos de clubes que preferiram manter seus treinadores a despeito da irregularidade apresentada na primeira metade da Série B. O Fantasma, caçula paranaense na competição, chegou a flertar com a zona do rebaixamento, mas vem assombrando pós Copa América e já está na boca do G4, para nossa dor de cotovelo.

Isso quer dizer que o Londrina foi precipitado ao trocar o Alemão pelo Tencati? O tempo dirá.

Por falar no Tubarão, o jogo que pode definir muita coisa em relação ao que esse time do Tencati ou esse “novo time” vai querer da vida é esse contra o Coritiba, sábado, final da manhã. O tempo que o treinador ainda não teve para arrumar a casa veio agora, com 12 dias de preparação disponíveis, um luxo em se tratando de Série B. A vaca vai pro brejo de vez ou valerá a pena esperar algo um pouco mais alentador? Boa semana.

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