Assisti a dois Londrinas distintos na última semana. O da terça-feira (23), contra o Vitória no Café, especialmente no segundo tempo, quando virou o jogo em menos de dez minutos, foi aquele time envolvente e empolgante que o Alemão vinha construindo assim que assumiu o comando técnico. Já no sábado (27), vi uma equipe burocrática, sem força ofensiva e que mereceu o castigo do gol sofrido nos acréscimos contra o modesto Oeste.

Não querendo jogar água na fervura, dois comportamentos tão distintos só encontram explicação no óbvio: Dagoberto (ainda) é absolutamnente imprescindível. Sem ele, o Londrina torna-se comum, mediano. Até porque jogadores como Anderson Oliveira, que arrebentou contra o Vitória, acabam mudando de função e perdem o brilho.

Não me parece o caso de questionar a ausência de Dagol em Barueri, já que as informações dão conta de que o próprio jogador teria consentido em não viajar. Mas fica claro que quanto mais puder dispor de seu melhor jogador, Alemão deve fazê-lo. A despeito dos desentendimentos entre ambos, que já se tornaram públicos. O técnico não precisa ser amigo do jogador, e vice-versa. O que deve haver é o profissionalismo das duas partes. Em forma, querendo jogo, Dagol faz a diferença. Abrir mão é um luxo do qual time algum que quer subir pode se dar.

DÓI

Daquelas coisas que doem na alma: assistia ao jogo de sábado no Bar Brasil, quando chega um senhor na mesa ao lado e ao se dar conta de que no telão passava Oeste x Londrina logo se levanta, me diz que havia se enganado, que queria ver o “Parmera”, e corre pro outro lado do bar onde a TV mostrava o jogo do time dele.

EM BOAS MÃOS

A tomada da liderança do Brasileirão pelo Santos do Sampaoli é a melhor coisa que pode acontecer para o futebol brasileiro neste momento. Com todo o respeito ao Palmeiras e seus torcedores. Com Felipão na ponta, a “lição” que fica é que o método dele é o que dá certo. Duro de engolir. O técnico palmeirense não aprendeu nada com os 7 a 1. Ao contrário. Tornou-se arrogante, cheio de empáfia. E com times cada vez mais previsíveis. Bem diferente do estilo livre, leve e solto do Peixe. Boa semana.

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