Terça-feira, 1º de novembro, Dia de Todos os Santos. Que em 2016 aqueles que foram elevados à santidade e os que não foram possam interceder por um milagre poucas vezes visto em Londrina neste: o da multiplicação dos torcedores no Estádio Café.
É também nesta terça-feira que o Londrina faz um de seus mais importantes jogos dos últimos anos. O duelo contra o Paysandu, às 19h15, é praticamente uma final de campeonato. O Tubarão precisa vencer para seguir com o sonho da Série A vivo. Mais do que nunca, precisa de apoio maciço do torcedor, que deixou a desejar, não em qualidade, mas em número, em 2016.
Sim, há aquela lenda de que o Londrina tem seus 4 ou 5 mil torcedores fieis e os outros são de ocasião. Não importa qual deles que estará na arquibancada do Café na noite de amanhã. O que importa é ter as cadeiras ou mesmo o cimentão duro tomados de gente jogando junto com os jogadores. O time precisa de confiança, apoio e pressão sobre o adversário, de preferência com 15, 20 mil vozes.
O Londrina vive um momento mágico, algo jamais imaginável nos últimos 12 anos. O time, que batia na porta da extinção até ontem, está a cinco jogos da Série A e só dependendo das próprias forças. O acesso é algo que pode mudar o clube de patamar, que trará benefícios para a cidade. Se você é londrinense ou londrinista tem a obrigação de estar no Café amanhã.
Depois do duelo contra o time do Gilvan e do Celsinho, o Tubarão faz novo jogo decisivo em casa, dia 8, diante do líder Atlético-GO. São duas oportunidades para o time sepultar a fama de que é mais forte fora de casa e dar um grande salto para o acesso, que só vai vir se os amantes do Tubarão entrarem em campo junto com Tencati, Germano, Itamar...
Chapecó é o melhor exemplo a ser seguido. A cidade abraçou o time, que hoje é semifinalista na Copa Sul-Americana e já está garantido na Série A do ano que vem. Chegou a hora de nós, londrinenses e londrinistas, decidirmos o que queremos para o futebol da cidade.

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