Confesso que, antes do Paranaense começar, minha maior preocupação era o Londrina primeiro se livrar de qualquer risco de rebaixamento. Não porque não tivesse confiança na competência do técnico Alemão e na qualidade do elenco majoritariamente muito jovem, mas pelo fato de o campeonato ser de tiro curtíssimo - seis jogos em três semanas no primeiro turno! No calor de janeiro/fevereiro!

Além da responsabilidade de representar a pesada camisa alviceleste, a molecada teria pouco tempo entre um jogo e outro para se recuperar em caso de uma sequência de resultados negativos - problemática para qualquer time brasileiro, mas pior ainda em Londrina, onde uma derrota em começo de campanha já é desculpa para o torcedor abandonar o time e para os poucos que ainda vão ao estádio começarem a vaiar diante do primeiro passe errado. Se oscilar é um direito de jogadores jovens, para o elenco alviceleste isso viraria luxo. Quantas promessas poderiam ser queimadas nesse processo?

Felizmente, me enganei. Se o futebol apresentado não é de encher os olhos e o LEC só tenha sobrado contra o Cascavel CR, o Tubarão chega à última rodada na briga pelas semifinais do turno, mais do que o "cascudo" time do Ricardinho tinha conseguido na mesma altura no ano passado.

A resposta definitiva foi ter segurado o Coritiba, apesar de tudo ainda o maior favorito ao título (já que o Athletico segue brincando de Pinky e o Cérebro e se preocupando mais em conquistar o mundo), em pleno Couto Pereira, coisa que muito time de "marmanjo" do Londrina não conseguiu nas últimas décadas. No vestibular do Tuba, a molecada mostrou valentia.

Estou otimista com a possibilidade de uma vaga nas semifinais do primeiro turno, visto que o Paraná nos últimos anos só foi time de Série A na teoria, e a partida vai ser no Café. Mas, se não der, vamos lembrar que ainda tem a segunda metade inteira do campeonato pela frente, e Alemão e os garotos têm crédito. Alguma coisa muito positiva está em gestação nas cercanias alvicelestes.

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