Quando eu era moleque – lá com meus 15 anos – gostava de passar minhas férias escolares na casa dos meus avós. Tardes e tardes conversando com meu avô Marcílio, que tinha uma gírias bem pitorescas e que me divertiam demais. Uma das que mais chamava a minha atenção era “capivara no barranco”, ou seja, quando uma situação não tem mais chance de ser resolvida, ladeira abaixo, sem retorno.

No ano 2000, estava eu e ele – palmeirense roxo – vendo a vitória do Vasco sobre o Verdão por 4 a 3 após abrir 3 a 0 de vantagem na final da Copa Sul-Americana. Quando os cariocas empataram, ele foi para o banheiro. Não aguentou a pressão, a capivara estava no barranco, ou seja, a virada era inevitável.

Bem, após assistir aquele show do horrores no Café na derrota do Tuba neste final de semana, lembrei do meu avô – que já faleceu há cinco anos - e da tal capivara. É desesperador ver esse time do Londrina jogar e, aos pouquinhos, parece que estamos chegando bem próximo ao barranco. Acha que estou exagerando? Meu amigo, são 12 jogos pós Copa América, com duas vitórias, três empates e SETE derrotas. Aproveitamento de 25% e, no campo, uma insegurança que acho que o Tencati terá muito dificuldade de reverter.

Em entrevistas após mais uma derrota, o gestor promete mais reforços e – como já virou tradição – no meio a temporada, claro. É como consertar avião em pleno voo ou dar comprimido pra capivara nervosa. Mas enfim, se você é torcedor do Tuba, já está acostumado com essa pegada.

E os próximos três jogos são casca grossa: SM, Tencati e jogadores precisam segurar essa capivara com força, que está doidinha pra rolar tabela abaixo. Digo isso porque pegaremos Brasil de Pelotas fora de casa, Coxa no Café e Bragantino no interior de São Paulo. Não deixarei de apoiar, e que a capivara alviceleste olhe morro acima e não ladeira abaixo. Saudades, vô!

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