Jogo do 'se'
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de agosto de 2018
Fábio Galão 
Sábado (25) teve o jogo do "se": se Dagoberto e Thiago Ribeiro tivessem jogado... se os goleiros - Vagner, fazendo pênalti e sendo expulso, e Alan, rebatendo para o meio da área para o Fortaleza fazer o gol da virada - não tivessem falhado... se o juizão tivesse dado o pênalti no Jô e tivesse expulsado o jogador que deu uma cotovelada no Safira - aliás, o Rogério Ceni só fica indignado quando a falha de arbitragem é contra o time dele? Quando ajuda não tem problema?
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Mas não dá para viver de "se", certo? Que é como está vivendo este ano grande parte da torcida do Londrina (os 2 mil que estão sempre no Café e os outros 38 mil simpatizantes que nunca vão ao estádio, não sabem o nome de um jogador, mas dizem que a cidade não tem "o time que merece"): e se o Tencati não tivesse saído? Estaríamos em melhor situação?
Menciono o ex-técnico porque na sexta-feira (31) ele e o Londrina vão se reencontrar para valer. O empate morno do primeiro turno em Goiânia foi só um aquecimento. Agora, é no Café, onde o hoje treinador do Atlético Goianiense viveu quase todas as suas glórias no comando alviceleste - a exceção foi o título paranaense, conquistado na freguesa Maringá.
Respondendo as perguntas que fecharam o segundo parágrafo: já escrevi aqui que acho que o Londrina manteve a política de contratações de todos os anos da era SM, mas desta vez acertou (bem) menos. Tencati conseguiria colher um resultado melhor no meio dessa bagunça? Talvez, mas acredito que não o suficiente para brigar pelo acesso.
A gestora do Londrina é ruim de celebrar a história do clube, já que ignorou os 40 anos do quarto lugar do Brasileiro e o reencontro com o CSA 38 anos depois da conquista da Taça de Prata, mesmo com ex-jogadores que participaram daquele título estando presentes no Café. Mas Tencati é nome já da era SM, que acha que a história do Londrina começou com ela, então deve haver alguma homenagem ao comandante do período 2011-2017. Será justo.
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