À exceção do já rebaixado Tupi e dos neófitos Luverdense e Oeste, que ainda não experimentaram o gosto de disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro (pelo menos desde que a competição passou a ter essa denominação, em 1971), o Londrina é, dos outros 17 times da Série B, o que está longe da elite há mais tempo.
A última participação do Tubarão, muito honesta por sinal, foi em 1982. Terminamos em 15º entre 44 (!) clubes. À frente de Botafogo, Atlético-MG e Internacional, e dos outros dois representantes paranaenses naquele torneio – Atlético-PR e Grêmio Maringá.

Eram tempos férteis para o futebol da cidade. Fazia cinco anos da brilhante quarta colocação no Brasileiro de 1977. Em 1980, viria o título da Taça de Prata, e em 1981, o segundo paranaense. Tempos que infelizmente eu não vivi, ou melhor, não vivenciei, já que ainda estava na primeira infância.

O CRB esteve na Série A pela última vez em 1984, e vai esperar pelo menos mais um ano para voltar, após perder em pleno Trapichão para o descompromissado Paysandu. O Brasil de Pelotas não frequenta a elite desde 1985, enquanto o Sampaio Corrêa, outro já rebaixado para a Série C, saiu de lá em 1986.

De modo que é compreensível a expectativa dos londrinistas pelo retorno à primeira divisão. Sábado, depois da vitória protocolar sobre o Sampaio lá no Maranhão, vi gente secando o Bahia contra o Luverdense, feliz pela derrota do Náutico para o Avaí. É como se a esperança que havia quase acabado com o terceiro gol do Atlético-GO na última terça-feira, ressurgisse de novo. Afinal, é ela a última a morrer, não?

Eu é que não vou pegar o secador. O destino é que se encarregue de definir quem leva essa última vaga. Me dou o direito de não pescar qualquer ilusão, não porque duvide das probabilidades matemáticas e da capacidade do Londrina em ganhar do Avaí, aqui, neste sábado, e do Bragantino, lá, na última rodada. É que o time já fez muito. A campanha está ótima. Deixa ser.

Claudio Canuto será o próximo presidente do clube, substituindo Felipe Prochet. Confesso que preferia um candidato mais ligado ao Conselho, só para garantir o equilíbrio de poder e uma fiscalização mais independente do que reza o contrato de parceria. De qualquer forma, o momento é de unir forças para planejar o 2017 que vem chegando. Boa semana.

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