É preciso mexer o doce no futebol brasileiro
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domingo, 10 de março de 2019
De Casa 
O futebol, nestas terras que já foram chamadas de o país dele, anda meio capenga. Achar um jogo que pode ser usado de exemplo para justificar esse mantra de "o país do futebol" é cada vez mais raro. Seja nos clássicos, quando os dois treinadores botam seus times para não perder, seja nos jogos que não valem muita coisa, como os dos estaduais, a bola anda murcha, sendo judiada cada vez mais e para cada vez menos testemunhas.
É uma tarefa complicada pedir ao torcedor que cite o último jogo em que seu time teve aquela atuação de encher os olhos. O que vemos hoje é um treinador escalar 11 meia bocas para tentar um empate que o mantenha no cargo.
Essa falta de evolução tende a aumentar a cada ano. Não vemos nos tiozinhos que comandam o futebol, seja nas federações e na CBF, seja nos clubes, alguma atitude no sentido de fazer evoluir o futebol brasileiro. A preocupação maior é garantir o poder. Basta olhar nas federações e nos principais clubes, salvo raríssimas exceções, que o mesmo grupo ou a mesma pessoa está no poder há anos, mesmo com um trabalho pífio.
O futebol paranaense segue este destino. Este mês temos eleição. Um dos candidatos e com grandes chances de reeleição é o atual mandatário, Hélio Cury, que está no poder desde 2007 e é difícil achar feitos dele nesse período e progresso que o futebol local teve nestes quase 12 anos. O campeonato é a mesma pobreza neste período e a penúria dos clubes, principalmente no interior, é de chorar.
É preciso "mexer o doce", para falar na linguagem dos boleiros, neste sistema atual de administração dos clubes e dos campeonatos. Talvez, seja o momento de abrir a possibilidade de os clubes tradicionais brasileiros adotarem o modelo clube-empresa, comum na Europa.


