De casa
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domingo, 02 de julho de 2017
Thiago Mossini 
Calma lá
Você, torcedor do Londrina, deve andar meio bravo, ou no mínimo desconfiado. Sim, tem motivos sim para estar assim. É duro sair de casa no frio, pagar caro no ingresso, ser achacado pelo flanelinha que cobra 20 conto para não riscar seu carro na rua, tomar cerveja sem álcool quente e ver os visitantes tomarem conta da casa. O time não engrena, pipoca toda vez que pisa no Café, a defesa vem sendo uma mãe para os rivais com tantas falhas e os jogadores parecem que ficam perdidos quando o Germano não está em campo. Motivos não faltam para justificar a cabeça inchada e a campanha meia boca. Mas, calma lá. Se você está assim, imagina o torcedor do Internacional. É, está bem pior, pode ter certeza.
O nível da Série B é sofrível e a maioria dos times está no mesmo nível e nesta gangorra: uma semana lá embaixo e outra lá em cima. E no meio disse tudo, o único que tinha obrigação de estar sobrando era o Colorado, afinal, o principal craque deles tem salário que cobriria a folha de pagamentos de muitas das equipes, inclusive a do Tubarão e a do líder Guarani.
Mesmo assim, o Inter faz campanha pífia. São 17 pontos conquistados em 33 possíveis, só quatro vitórias em 11 jogos, apenas a quinta colocação. Na rodada passada, perdeu em casa para o Boa Esporte. Pois é, caiu no Beira Rio, para o Boa, que estava na antepenúltima colocação. Os três pontos colocaram os mineiros na décima posição olha a gangorra aí.
Agora eu fico pensando: já imaginaram se fosse o Londrina que perdesse para um time da zona do rebaixamento em casa? Pois é. O mundo acabaria, os portões do vestiário seriam testemunhas da indignação alviceleste e ninguém mais prestaria. Mas não é assim. Todos podem perder, podem ganhar. No meio de tanta gente nivelada, só quem é regular, quem tem a cabeça no lugar e quem tem equilíbrio se sobressai. Por enquanto, o Londrina não está nessa relação. Não tem sido regular, a cabeça não anda muito no lugar já que a desatenção e o abatimento com os gols sofridos são evidentes e o equilíbrio durante todo o jogo também virou lenda.
Se o time vinha de maratona de jogos, nessa semana que passou teve tempo para treinar e corrigir tudo isso. Amanhã, tem uma parada dura diante do Paysandu, em Belém. Depois dois jogos em casa, contra ABC e Boa. São duas semanas em que a gangorra pode colocar o Tubarão lá no céu, ou afundá-lo no inferno.
Thiago Mossini
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