DE CASA
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de maio de 2017
Diego Prazeres<br>[email protected] 
O começo
Estou começando a achar que esta Série B que se inicia no final de semana possa ser mais equilibrada do que a do ano passado. Não vejo um time tão favorito assim ao acesso, nem mesmo o Internacional que nos enfrenta na estreia.
A grandeza do Colorado é indiscutível perante os outros 19 integrantes do campeonato, mas também é inegável que o clube, ainda que conquiste o Gauchão (escrevi a coluna antes da final), vem com a imagem um tanto abalada não só pela queda na Série A como pelas tentativas condenáveis e fracassadas de evitá-la no tapetão.
Mas nem só de tricampeão brasileiro, bicampeão da Libertadores e campeão mundial viverá esta Série B. Tem os renovados em ânimo e espírito Guarani e Juventude (como é bom ver o Bugre retomando seu espaço no futebol nacional), o Santa Cruz, de tão grande e apaixonada torcida, Náutico, Ceará, Goiás, América-MG, sempre tão competitivos, e por aí vai.
Ano passado, o Londrina foi além das expectativas. Uma bela campanha. Neste ano, o discurso do acesso volta a ser entoado, mas é fato que o time entra novamente como uma incógnita. As contratações anunciadas têm que ser mais do contratações. Devem ser reforços que realmente qualifiquem o time. Aposto nisso.
O título do interior conquistado ontem pela manhã em Cianorte vale muito mais como um incentivo à garotada que derrubou o Leão do Vale de forma incontestável. Porque a campanha no Estadual foi aquém, bem aquém, do esperado. O Tubarão ganhou vida extra ao enfrentar o frágil Rio Branco nas quartas e caiu diante do time B do Atlético. Esse é o saldo que ficou.
Que nesta Série B a equipe volte a honrar a cidade, como fez no ano passado. Acesso? É meta, não obrigação.
Um LEC mais aberto
Diferente do que o título aí em cima possa sugerir, não se trata de um pedido para que o Tencati lance seu time ao ataque. Um Londrina mais aberto é o desejo de que o time de futebol deixe-se envolver mais com a cidade.
Tanto se reclama de falta de apoio nas arquibancadas, mas pouco se faz para aproximar o Tubarão de sua torcida. E nem vou entrar no mérito do plano sócio-torcedor, tão difícil de decolar.
Neste primeiro semestre, como já aconteceu algumas outras vezes desde que a SM assumiu o futebol do LEC, o gestor entrou em colisão com parte da torcida e da imprensa. Torcida e imprensa que de forma equivocada já chegaram a lhe dispensar em outras situações o tratamento de semideus.
Daí que essa ideia de fazer um treino aberto à torcida no VGD nesta semana de preparação final para a estreia na Série B surpreende, de forma positiva. É bom que a Londrina e o Londrina caminhem juntos, sem que isso se reflita numa postura subserviente de um e de outro. Boa semana.


