DE CASA
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de março de 2017
Rafael Fantin<br>[email protected] 
Abre o bolso
Um empate contra o Atlético Paranaense no gramado artificial da Arena da Baixada não pode ser considerado um resultado ruim, mas o Londrina perdeu uma grande chance no domingo. Contra o time misto do Furacão, o LEC criou boas oportunidades de balançar as redes do campeão olímpico Weverton, mas saiu de campo no zero a zero. Agora, são três jogos sem vencer no Estadual e a chance da primeira vitória contra o "trio de ferro" na capital, durante a gestão SM, também foi desperdiçada.
No próximo sábado, o Tubarão enfrenta o lanterna Foz do Iguaçu com a obrigação de vitória na fronteira. Hoje, o alviceleste é o sexto colocado com oito pontos, no limite dos classificados para o mata-mata do Estadual. Depois do Foz, nas últimas três rodadas, uma sequência bem complicada: Paraná, J.Malucelli e Coritiba. Ou seja, risco de ficar de fora da segunda fase.
Quando as coisas não estão bem é hora de colocar a mão no bolso. Mais do que a classificação no desvalorizado Paranaense, o Londrina precisa reforçar o elenco para a Série B do Campeonato Brasileiro para pelo menos repetir a honrável campanha do ano passado. O discurso da diretoria do clube e do gestor precisa estar de acordo com os investimentos. Não adianta anunciar para os quatro cantos que a meta é chegar na Série A, mas fechar o cofre na hora de trazer reforços de alto nível.
Neste ano, o Londrina deve receber cerca de R$ 5,5 milhões pela disputa da Segundona do Nacional por causa da campanha de 2016, conforme as mudanças da CBF enfim acertou uma que leva em consideração o desempenho dos clubes no último campeonato para divisão das cotas de TV no ano seguinte. O valor supera o montante que o Paraná Clube tem direito, por exemplo.
Empréstimos de jogadores de Série A estão entre as opções viáveis para deixar o time mais cascudo. Trazer dois nomes de ponta para atuar no meio e no ataque pode ser possível, se existir a disposição de pagar salários bem acima da média atual do clube. Com mais grana, mais qualidade. É só planejar o orçamento.
Ao contrário, não adianta pressionar técnico, multar time ou fazer arruaça em aeroporto. No início da temporada, o treinador Claudio Tencati até esboçou uma equipe mais criativa e envolvente com três meias e um volante, diferente da retranca do ano passado que jogava 90 minutos por uma bola. Não era um jogo bonito, mas funcionava. No entanto, para conquistar o acesso à elite do futebol brasileiro é preciso ter um futebol mais ofensivo e vistoso com toques e posse de bola. Para isso, o técnico precisa de boas peças para montar o time. Esperamos boas notícias e uma boa semana.


