DE CASA
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de junho de 2016
Thiago Mossini<br>[email protected] 
Cadê o mi-mi-mi?
Ele não tem bigode grosso e nem é tão moço assim, mas merece respeito. O cara que jogou em Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Tigres-MEX, Jaguares-MEX e outros tantos times merece respeito. Claro que ele estava bem gordinho, como muitos de nós, apreciadores dos prazeres da mesa. Eram alguns aninhos sem jogar oficialmente. Quem resistiria? Mas desaprender, nunca. Não dá para julgá-lo pelo que mostrou contra o Cruzeiro, quando o time todo foi um catadão correndo atrás da bola.
As vaias quando foi chamado por Claudio Tencati no duelo contra o Vila Nova-GO e os gritos de burro ao treinador reforçaram não só o jeito passional do torcedor, mas também o preconceito. O cara tem 37 anos, vinha de um longo período sem jogar, foi mal contra o Cruzeiro. Pronto; "É ele que vai simbolizar nossa raiva pelo fato de o time não estar vencendo em casa".
Entrou, fez gol no primeiro lance, garantiu a vitória e virou titular no jogo em que o artilheiro Keirrison precisava ser poupado. Nas redes sociais, uma enxurrada de críticas, palavrões. E ele foi lá, quietinho, deu duas assistências e garantiu a primeira vitória alviceleste fora de casa na Série B do Brasileirão. E que vitória, imponente, que dá moral ao time, a ele e ao treinador, que apostou no patinho feio.
Valeu, Itamar! É com resultados que se mostra o valor e não com mi-mi-mi no Instagram.
Seleção
Por falar em mi-mi-mi, a seleção brasileira da "miguelagem" vai passar por uma transformação completa nas mães de Tite. Pelo menos é o que esperam os poucos torcedores que ainda perdem tempo com ela. Primeira missão é colocar o mimado Neymar no lugar dele e mostrar quem manda. Que ele consiga e não se renda aos chiliques do rei da noite como os antecessores fizeram.
Técnicos
A busca por um treinador feita pelo Corinthians nos últimos dias mostra, em minha modesta opinião, que o nível dos treineiros brasileiros é mesmo sofrível. A direção corintiana sofreu para tentar achar um nome mais ou menos em meio a tanta gente fraca no mercado. Culpa dos clubes, que mantêm a política do perdeu três está fora e obrigam os técnicos a montarem seus times primeiro para não perder e depois, se der, para tentar jogar futebol, e culpa dos próprios treinadores, que não buscam evolução, reciclagem, troca de experiências com gente mais gabaritada. Afinal, não precisam né. Somos o país do futebol e dos 7 a 1.


