De casa
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domingo, 05 de agosto de 2018
Diego Prazeres 
Degringolou
No fim das contas, ainda que estejamos exatamente na metade da Série B, me parece claro que da separação entre o Londrina e o Tencati o clube é o maior perdedor. Enquanto amargamos o dissabor inédito da zona do rebaixamento, o Atlético-GO curte o G4. Esse era um temor quando o divórcio foi anunciado, no final do ano passado. Acompanhado por aquela preocupação de que o Londrina repetiria a sina da maioria dos clubes brasileiros, a dos treinadores à mercê de resultados. Com a demissão do Sérgio Soares e a vinda de Roberto Fonseca o Londrina já acumula quatro técnicos em oito meses, se considerarmos que o trabalho do Ricardinho de fato começou em janeiro, no Paranaense. É uma rotatividade alta demais, previsível demais. A impressão é que a direção está sem rumo. Quando o cenário aponta que o problema do time não é treinador, a pulga cresce atrás da orelha.
Espero que Roberto Fonseca consiga ao menos evitar o vexame do rebaixamento, tarefa, cá pra nós, muito mais simples do que preparar o time para uma arrancada rumo ao G4 ou algo perto disso. E o perfil do novo velho técnico do Londrina, que fará sua terceira passagem pelo clube, condiz muito mais com a primeira missão. Vamos lembrar que em sua última experiência por aqui, no Paranaense de 2007, Fonseca não conseguiu fazer o time evoluir, o que só aconteceu quando Mauro Madureira assumiu o comando e pôs uma molecada atrevida pra jogar uma geração de Diegos que chegou a empolgar em alguns jogos, mas que também não se sustentou, a ponto de o time amargar a eliminação ainda na primeira fase do Estadual.
É claro que passados onze anos muita coisa mudou e tanto o Londrina quanto o Roberto Fonseca se reencontram bastante diferentes, melhores até do que quando estiveram juntos pela última vez. O treinador acaba de ganhar um título importante no Nordeste a "Lampions" League com um time que nem de longe despontava entre os favoritos. Vale o voto de confiança, até porque nessa altura do campeonato não há muito o que exigir. A coisa degringolou a um ponto que nem Dagoberto, que tem jogado muito, mas sozinho, resolve. Que seja um turno realmente novo para o Tubarão. Boa semana.
Diego Prazeres
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