De casa
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de junho de 2018
Diego Prazeres<br>[email protected] 
Alívio momentâneo
Foi uma vitória penosa, suada, arrancada no final do jogo e que serviu para tirar a faca do pescoço do treinador e evitar uma crise maior. Não, não me refiro ao Brasil e nem a Alemanha, sobre os quais escrevo lá pra baixo, se o espaço permitir.
Estou falando mesmo é do Londrina, que no sábado à noite conseguiu um resultado importante para, antes de mais nada, impedir que entrasse na zona do rebaixamento pela primeira vez desde que voltou à Série B, há dois anos. Derrubar o último invicto do campeonato, se não influencia em nada na tabela, também não faz mal nenhum.
O que não pode acontecer é essa vitória em Sorocaba esconder os sérios problemas que o Tubarão continua apresentando. Até porque o jogo foi de uma pobreza técnica de dar dó. E sono. Fácil constatar por que o São Bento empata muito e ganha pouco. Do lado do Londrina, a esterilidade ofensiva que vimos cobrando aqui mais uma vez foi notória. Germano, pela primeira vez que eu me lembre, ficou no banco por critério técnico, algo impensável na era Tencati e que mostra aos jogadores que não há intocáveis, o que é bom.
É verdade que uma das principais chances de gol antes do chute preciso do Dudu que garantiu o placar por 1 a 0 foi do Tubarão, com o Dirceu errando a conclusão na frente do goleiro. Mas o time continua padecendo de falta de criatividade, tanto que o Thiago Ribeiro pouco pegou na bola. Tudo bem que o veterano atacante não é mais aquele dos tempos de Santos, São Paulo e Cruzeiro, só que tem que ser melhor aproveitado.
De qualquer forma, a vitória, como toda vitória, traz um pouco de paz especialmente ao treinador, que ainda que não sofra 10% das cobranças e críticas que o Tencati sofria incrível, não? precisa justificar o custo benefício. Marquinhos Santos tem status de Série A, mas o seu time não engrena. Vamos esperar que a partir de agora as coisas fluam de um jeito melhor.
Copa
Não dá pra negar que emoção não tem faltado. Que tiro foi esse do Kroos contra a Suécia? Torci pelos alemães pelo simples motivo de querer ver os grandes nos mata-matas. Lógica que vale para a Argentina, apesar do drama ter virado bagunça, com o motim dos jogadores contra o próprio treinador. E se alguém ainda tinha dúvidas sobre quem foi mais genial, Messi ou Maradona, tem tudo para chegar à óbvia conclusão de que não há o que comparar.
Sobre o Brasil, preocupa a ausência do Douglas Costa, provável titular contra a Sérvia depois de amanhã. Como também é preocupante que a seleção tenha perdido justamente na Copa aquele elã de futebol envolvente e dinâmico que a caracterizou nas Eliminatórias e amistosos de preparação. Mas como não vi nenhuma seleção assim tão diferentona até agora, que jogue pelo menos o que jogou no segundo tempo contra a Costa Rica. Será que vem a Alemanha nas oitavas? Boa semana.


