Sem conteúdo
Não vou falar da cirurgia do Neymar, que além de bem sucedida já tomou um espaço danado na mídia. A minha preocupação no momento é em saber que operação o Ricardinho, ou quem quer que venha a substitui-lo no comando do Londrina, fará para levar o time à semifinal da Taça Caio Júnior. E, olha, não tá fácil.

Fui uma das 800 e poucas pessoas que pagaram o ingresso para ver o jogo contra o Prudentópolis. O lanterna do primeiro turno, único a ainda não ter ganho de ninguém, poderia muito bem ter saído daqui com sua primeira vitória. O Londrina me parece um time absolutamente sem conteúdo. Ricardinho, quando assumiu, disse que gosta de ver suas equipes valorizando a bola, a posse dela, e jogando de vertical. O problema é que o Londrina dele não faz nem uma coisa nem outra. Falta repertório e, o que pode ser mais grave, pé de obra qualificado. Sei não, mas se não houver uma mudança radical de prumo, a Série B, ou ao menos o início dela, será um martírio.

De se lamentar a fragilidade física de Keirrison. Não tenho dúvidas de que ele não perderia o gol que o Carlos Henrique perdeu no primeiro tempo. E quando entrou, fez o passe para o gol do Wesley, o de empate. Tecnicamente, tem vaga fácil na equipe. Só que, raios, o K9 pifa muito cedo, e pifa demais. Voltou a sentir lesão e precisou sair de campo, deixando o Londrina com um a menos por conta das três substituições que o treinador já havia feito.

Tencati, quem diria, despertando saudades no torcedor.

SM x FEL
Na última coluna, comentei aqui sobre a polêmica entre a SM Sports e a Fundação de Esportes em torno do aluguel do Estádio do Café. A FEL cobra R$ 4 mil por jogo diurno realizado lá e R$ 4,5 mil à noite. O Sérgio Malucelli ligou para a coluna dizendo que não acha errada a cobrança, mas ele pede duas coisas: a primeira, que o estádio esteja em melhores condições – e não apenas em relação ao gramado, mas à estrutura física, como banheiros, vestiários e até as cabines de imprensa; e a segunda, que o município abata do valor do aluguel a despesa que ele alega ter tido lá em 2011, na gestão do prefeito cassado Barbosa Neto, quando a SM teria gasto R$ 150 mil em reformas prementes feitas no estádio à época para que o Londrina pudesse mandar os jogos da Divisão de Acesso (a prefeitura dispensou licitação por entender que havia urgência nas obras). Procuramos o presidente da FEL, Fernando Madureira, que disse que a Procuradoria Jurídica do município não tem como reconhecer o passivo da SM por falta de documentação. Vai longe isso aí. Boa semana.

Diego Prazeres
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