O clássico do pagodeiro Thiaguinho, com participação do pop star Neymar, "Ousadia e Alegria", resume bem o que é o espírito do futebol que todo mundo gosta e não aquele só da competitividade, que é o mais praticado hoje em dia. Todo torcedor quer ver em campo jogadores ousados e alegres. Ninguém tem paciência para 90 minutos de futebol burocrático e retranqueiro. Na primeira entrevista do novo técnico do Londrina, Ricardinho, ele falou que tem como filosofia um futebol mais ofensivo, criativo. Ufa! Claro que resultado é importante, mas ver um pouco de futebol também é. Nesta Série B que se passou, o Londrina teve grandes momentos de ousadia e alegria, principalmente com o baixinho Arthur.

Ricardinho foi um dos grandes jogadores de sua geração justamente por sua técnica, categoria e criatividade. Seu desafio é repassar isso aos jogadores. O Londrina não terá ninguém que passe nem perto daquele Ricardinho, mas se quem estiver carregando o manto em campo entender que é preciso ousar, criar, pensar, para o resultado aparecer e a arquibancada vibrar, já é meio caminho andado.

Por falar em ousadia e alegria, o ousado Barcelona abriu o cofre e conseguiu, enfim, tirar Philippe Coutinho do Liverpol. O brasileiro se tornou a segunda contratação mais cara da história, atrás apenas de Neymar. Ele pode atuar em várias posições e é um dos símbolos dessa retomada da importância do futebol brasileiro por tudo que vem fazendo na Inglaterra e na seleção brasileira. Vai dar ainda mais beleza ao já espetacular, no verdadeiro sentido da palavra, Barcelona.

Agora, falando do dinheiro envolvido, os rumos dos negócios do futebol tomaram proporções inimagináveis. Meu receio é de que as disparidades fiquem cada vez maiores entre as potencias financeiras e as demais equipes, tornando sem graça e previsíveis os campeonatos. Se continuar neste ritmo, vir buscar jovens promessas no Brasil será como comprar um chiclete com aquele troco que seu avô lhe deu.

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