Por uma série de contratempos, só no domingo retrasado, 31 de março, é que enfim pude ver o Londrina 2019 de perto. E gostei muito. Não pela goleada por 4 a 1 nos aspirantes do Athletico, aliás um time muito fraquinho, por sinal. Me agradou demais a desenvoltura do Tubarão, com uma molecada de futebol insinuante, atrevido e de qualidade, personificado em Luquinha e Anderson Oliveira. O camisa 10 já é a nossa nova joia, o que me leva a duvidar de que ainda esteja por aqui ano que vem.

Na quarta, 3, aí já com a expectativa pela reestreia de Dagoberto, voltei ao Estádio do Café. E que belo jogo o Londrina x Botafogo paraibano. Um 3 a 3 que poderia ser 4 a 4, 5 a 5, porque apesar ou justamente por causa da vantagem adquirida na partida de ida, quando venceu por 2 a 0, o Tubarão jogou novamente de forma leve, e novamente também inspirado por sua molecada. E para melhorar, o Botafogo não foi diferente, buscando sempre o jogo e a igualdade no placar. Acabou que o Dagol, ainda tentando chegar ao ritmo ideal, foi peça decorativa. Luquinha, Anderson Oliveira e o goleiro, Matheus Albino, jogaram tanto que pareceram nem precisar da presença do craque maior, que foi substituído sob aplausos.

É preciso considerar que muito da boa impressão que o Londrina me deixou nesses dois jogos que vi ao vivo (já tinha assistido pela internet a outras partidas do Tubarão neste ano) tem o trabalho do técnico Alemão. Por ter um conceito de jogo em que a retranca não é a melhor saída, soube dar ao time o que de melhor os meninos poderiam render. A pergunta é: com Roberto Fonseca no comando e em uma competição longa e difícil como a Série B esse estilo vai morrer? Temo que sim. Espero que não.

E por falar em Série B, terminado o Campeonato Paranaense para o Londrina, depois de uma virada improvável do Coritiba, o “grande” que se apequenou nos últimos anos, vítima de gestões ruins, agora é focar no planejamento para que os erros do ano passado não se repitam. No primeiro turno de 2018, perdeu-se muito tempo com treinadores e jogadores aquém do nível da competição. Está na hora do quase acesso virar realidade. Boa semana.

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