E o ano começou de fato para quem adora um futebol raiz. Os deficitários estaduais estão aí, gostemos ou não. O Paranaense, a quem até o Londrina andou esnobando, a ponto de emprestar meio time e o treinador para o Novorizontino disputar o Paulistão, já iniciou com derrotas em casa de Athletico e Paraná. Athletico que, como vem fazendo há anos, joga com o sub-23.

Fica difícil analisar a estreia do Londrina sem ter visto o jogo. Pelo que ouvi, o 0 a 0 ficou de bom tamanho dado o volume de jogo do Cianorte no primeiro tempo. Mesmo que a derrota viesse, por ser começo de temporada, com um treinador - o Alemão - que assumiu de fato o comando da equipe no final do ano passado, é cedo para julgar o desempenho. Da mesma forma que as quedas de Athletico e Paraná querem dizer absolutamente nada. Apenas que esse mesmo Cascavel que deu o bote no Furacãozinho, de cores azul, vermelha e branca, é o próximo adversário do Tubarão, quinta-feira, lá no Oeste. Depois, no domingo, o debute no Café, contra o outro Cascavel, o que veste o tradicional amarelo e preto.


CADÊ?

Chama a atenção neste começo de bola rolando o fato de que Cláudio Tencati (lembra dele?) segue de fora dos principais escalões do nosso futebol. O técnico mais longevo da história do Londrina foi demitido do Atlético Goianiense em outubro do ano passado e, ao menos por enquanto, não acertou com qualquer clube da Série B por exemplo.

Dei uma olhada nos outros 19 times que vão brigar com o LEC pelas quatro vagas à primeira divisão a partir de abril. Dez mantiveram os treinadores que terminaram a temporada passada: América-MG (Givanildo Oliveira), Paraná Clube (Dado Cavalcanti), Atlético-GO (Wagner Lopes), Coritiba (Argel Fucks), CRB (Roberto Fernandes), São Bento (Marquinhos Santos), Operário (Gerson Gusmão), Cuiabá (Itamar Schulle), Bragantino (Marcelo Veiga) e Botafogo de Ribeirão Preto (Léo Condé). Os outros nove iniciaram sob novo comando: Vitória (Marcelo Chamusca),
Sport (Milton Cruz), Ponte Preta (Mazola Júnior), Vila Nova (Umberto Louzer), Guarani (Osmar Loss), Brasil (Paulo Roberto Santos), Criciúma (Doriva), Figueirense (Hemerson Maria) e Oeste (Renan Freitas).

É claro que até lá a dança das cadeiras deve acontecer no transcorrer dos campeonatos estaduais, Copa do Brasil e, no caso dos times nordestinos, a Copa do Nordeste. No Brasil, ainda e infelizmente, não há planejamento que resista a resultados. Há quem diga que o próprio retorno do Roberto Fonseca para o Londrina, inclusive, dependerá também do desempenho dele à frente do Novorizontino no Paulistão - a estreia ocorre nesta segunda, contra o Ituano, em Itu. Será? De qualquer forma, é no mínimo curioso que o Tencati, alçado à fama nacional pela longevidade no Tubarão, esteja vendo tudo pela TV. Boa semana.

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