A nossa capivara não é “Louzer”
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019
Victor Lopes - Grupo Folha 
Que final de semana, amigos! A capivara do Tubarão está com a unha fincada no barranco, e não vai ladeira abaixo de jeito nenhum. Agradecemos aos jogadores do Coxa, Thalisson Kelven e Vitor Carvalho, que entregaram a rapadura de forma bizarra e evitaram - como diria o nosso colunista aqui da FOLHA e lendário radialista, Fiori Luiz – que o Tubarão começasse “a fazer continha” para permanecer na série B. Nossa capivara está viva, queridos leitores, e se vacilar a gente belisca um ponto lá em Bragança Paulista na próxima rodada.
O técnico do Coritiba, Umberto Louzer – que não está nada “winner” nos últimos cinco jogos – disse em entrevista após a partida que essa foi a pior derrota que sofreu na carreira. Ganhando o clássico, com um jogador a mais, tomar uma virada daquelas com “uma lua” de 50 graus na cabeça não deve ser fácil. Não sei não, mas acho que o Coxa está doidinho pra cair fora do G4. Com a covardia que jogaram no Café, meio de tabela está bom demais. Louzer pediu desculpas aos torcedores, mas da forma com que mexeu no time, não sei se a coxarada vai aceitar não.
Pelo lado do Tuba, espero que essa vitória de fato mude a chave na competição. Quando o time tomou o gol, os jogadores do Londrina não estavam acertando passe de três metros. As pernas bambeavam, o nervosismo bateu, muito parecido com o que aconteceu em Pelotas. Ao invés do técnico, a gente estava precisando mesmo era um de um coach pra cuidar da mente dos caras. Espero sinceramente, que depois dessa vitória improvável, o nervosismo diminua. Nosso elenco não é tecnicamente o melhor, mas com essas contratações com o bonde andando– que já virou mania nos últimos anos – dê para galgar umas posições na tabela, “sem continha” pra não cair.
Futebol, meus amigos, tem que ser jogado com sangue quente nas veias. Neymar estava lá em Paris, chorando pra vazar do PSG. Bastou tomar um xingamentos da arquibancada e ler umas faixas desmoralizando o pai que o sangue ferveu, o brasileiro meteu gol de puxeta na vitória sobre o Strasbourg neste final de semana e fez a torcida o aplaudir de pé. Que o Tencati, a partir dessa vitória contra o Coritiba tire desse elenco o melhor, mostre para eles que vontade, na série B, pode levar o time mais longe. Que os tradicionais xingamentos que vem da cativa do Café – chatos para caramba, por sinal – continuem motivando o treinador. Nem precisamos de coach para isso.


