Faltam 12 rodadas para acabar a Série B. O Londrina, que em casa é um leão, e fora, um gatinho, segue na metade debaixo da tabela. Se mantiver no Café o ótimo rendimento que tem tido desde a chegada do Roberto Fonseca, o time ao menos se garante na competição no ano que vem. Restam cinco jogos como mandante. A expectativa fica em torno da permanência do Dagolberto até lá. Espero que nenhum time com olho grande da primeira divisão tire o nosso artilheiro daqui. A vitória sobre o Brasil de Pelotas no último sábado, diferente do que ocorreu na goleada contra o Atlético-GO, há duas semanas, veio meio que na marra. O jogo foi morno e a rigor o Londrina não teve tantas chances assim de liquidar a fatura. Paulinho Mocellin perdeu mais uma grande chance, de forma muito parecida com a que havia desperdiçado diante dos goianos, mandando a bola na trave praticamente sem goleiro. A presença dele na equipe revela aquilo que já sabíamos: sem Dagol, o Londrina é um time para ficar de fato no máximo na metade da tabela.
Não acredito em rebaixamento. Em tese, o destino de Boa Esporte, apesar da aparente reação que o fez sair da lanterna, e do Sampaio Corrêa já estão traçados. Dificilmente escapam, o que tornaria mais "fácil" a fuga da ZR. Mais do que o Londrina, quem tem que se preocupar muito para eliminar esse fantasma são os gaúchos Juventude e Brasil de Pelotas, Paysandu e CRB. O Criciúma melhorou muito, e o São Bento, que é um time parecido com o Tubarão, também tende a escapar da queda. Penso que a meta a ser traçada pela comissão técnica alviceleste é focar nos jogos em casa, onde a equipe, mesmo quando não joga bem, tem vencido. E nessa altura do campeonato, ganhar é tudo.
Longo tabu
O Londrina tem nesta sexta contra o Coritiba mais uma chance de derrubar o longo jejum de vitórias contra a dupla Atletiba em Curitiba. Sabe há quanto tempo não ganhamos do Coxa lá? 24 anos! A última vez foi em 1994, ano do tetra, das mortes de Senna e Jobim, e quando o LEC tinha como técnico o melhor que já vi passar pelo clube: Carlos Gainete. A julgar a instabilidade, para não dizer crise, do Coritiba, que está a seis pontos do G4 e vê ainda de forma distante a possibilidade de subir de novo, é um momento interessante para derrubar esse tabu. Será? Boa semana.

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