UFRJ: folha salarial bilionária, museu na pindaíba
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segunda-feira, 03 de setembro de 2018
Cláudio Humberto 
UFRJ: folha salarial bilionária, museu na pindaíba
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) gastou somente nos sete primeiros meses em 2018 mais de R$1,8 bilhão em salários de seus servidores ativos e inativos, segundo dados oficiais do Ministério do Planejamento. Enquanto isso, recebendo tratamento de "primo pobre", o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, destruído pelo fogo, recebeu da UFRJ o miserê de R$54 mil em quatro meses, entre janeiro e abril deste ano, para as despesas com manutenção.
Dinheiro oficial
Até agosto, o Museu teve R$28 mil para "funcionamento", R$17 mil para "reestruturação" e R$51,8 mil para bolsas de estudos. Nada mais.
Custo per capita
São 25.028 servidores da UFRJ, cada um já custou cerca de R$72 mil este ano, em média. Não se sabe quantos estão lotados no museu.
Erro continuado
Em 2017, a folha consumiu mais de R$3,2 bilhões. Em 2016, foram R$2,96 bilhões em salários e R$519,5 mil para manutenção do Museu.
Destino incerto
Só em 2017 o Museu Nacional recebeu 192 mil visitantes, que pagam ingressos entre 4 e 20 reais. Não se conhece o destino dessa receita.
Justiça anula eleição (e farra) na Fecomércio-MG
A juíza Luciana Rodrigues, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (Minas Gerais), acabou a farra no Sistema Fecomércio-MG, ao decretar a inelegibilidade de seu presidente, Lázaro Luiz Gonzaga, anulando sua vitória por 1 voto para ficar no cargo até 2022. A juíza acabou a farra literalmente: entre as irregularidades atribuídas a Lázaro está a aquisição de grandes quantidades de bebidas alcóolicas.
Nepotismo
A sentença do TRT-3 também registrou pela o "favorecimento de parentes da presidência e de conselheiros" da Fecomércio-MG.
Chave de cadeia
A Justiça já havia afastado Lázaro do cargo na gestão anterior. Ele responde a ações por fraude em licitação, lavagem de dinheiro etc.
Olha que dupla
Lázaro é candidato a vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), na chapa de José Tadros, outro enrolado na Justiça.
A gente paga a conta
A Petrobras já gastou R$44 milhões em diárias para funcionários em viagem, em 2018. Só maio foram R$3,6 milhões. Não admira que a estatal tenha decidido reajustar os combustíveis diariamente.
Incompetentes
Já ocorreram três incêndios durante a gestão do PSOL na UFRJ, a federal do Rio. Pode ser mera coincidência. Pode ser. Mas em nenhum dos casos havia brigadistas para prevenir ou combater o fogo.
Troco para o Museu
Michel Temer articulou - tardiamente - uma parceria de bancos e de estatais para reconstruir o Museu Nacional. Para os bancos, que em 2017 arrecadaram R$ 27,3 bilhões só em tarifas, isso é troco.
Estado assaltante
Leitor teve de importar uma pequena peça para seu carro, à venda só no exterior, e foi assaltado pelo Estado. A peça de 18 dólares (R$75), após o resgate exigido pelos Correios e impostos, custou-lhe R$460.
Serviço público brasileiro
Um incêndio no Altiplano Leste, em Brasília, fez um morador ligar 193, como diz a propaganda oficial. Caiu em Águas Lindas (GO), onde informaram o número do Grupo de Combate a Incêndios Florestais, mas caiu na Secretaria de Pesca... E ainda querem aumentar impostos.
Voto bom é voto certo
A minirreforma eleitoral de 2015 definiu que se foram nulos e brancos mais de metade dos votos nas eleições presidenciais, uma nova eleição será marcada para dali a 20 e 40 dias.
Suplicy absoluto
Segundo o Paraná Pesquisa, somente "Nenhum" (21,2%) somado a "Não sei" (13,9%) batem Eduardo Suplicy (PT) para o Senado, com 35,1%. Ele tem 33,1%. Pesquisa registrada sob nº SP-02378/18/TSE.
Incentivo ao mercado
Estudo da Anbima (Associação de Entidades dos Mercados Financeiro) prevê que o incentivo do mercado de capitais pode fazer o PIB crescer 12,2%, aumentando de R$ 1 trilhão em impostos no período de 5 anos.
Pensando bem...
...a ironia é trágica: na Semana da Pátria foram destruídos pelo fogo os arquivos da Independência.
PODER SEM PUDOR
Uma briga de meio século
A briga de Paulo Maluf com Mário Covas, em São Paulo, durou mais de meio século. Começou numa eleição para o diretório acadêmico da Escola Politécnica de Engenharia. Covas ganhou, mas firmou a convicção de que Maluf usa e abusa do poder econômico: ele distribuiu canetas Parker 100 entre os eleitores. Maluf guarda os boletins escolares dos dois, só para mostrar que sempre foi melhor aluno que o adversário. E quando se recorda do assunto, lembra com bom humor:
- Só faltou o Covas dizer que eu superfaturava os boletins...

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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