Presidência quadruplicou de tamanho desde 1999
"Cabe a cada um fazer seu papel, (o meu) é fiscalizar as contas"
Ministro do Tribunal de Contas, Augusto Nardes, para quem o Brasil vive grave crise
Presidência quadruplicou de tamanho desde 1999
Quando assumiu o 2º mandato, em 1999, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tinha à sua disposição, na estrutura da Presidência, 4,7 mil funcionários (somando a Advocacia-Geral da União). Ao final do primeiro mandato, Lula havia triplicado o tamanho da Presidência para 13,1 mil funcionários, contando a AGU. Quando assumiu o mandato, Dilma criou novos cargos. Balanço em 2015: 18,2 mil funcionários.
Aparelhado
Só a Advocacia-Geral da União pulou de 1,6 mil funcionários em 2002 para 3,8 mil em 2003 e 7,3 mil em 2004. Em 2015, são 9,2 mil na AGU.
Cabidão
O número de cargos comissionados, segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada (Ipea), cresceu 38% entre 1999 e 2013: 23,2 mil.
Boquinha direta
Só a administração direta (Presidência e Ministérios) passou de 485 mil funcionários, em 2002, para 611 mil em 2015; crescimento de 26%.
Matemática
Corte de 3% de cargos comissionados anunciado por Dilma representa menos de 0,1% das despesas criadas pelo governo federal na era PT.
Até os líderes do governo votam contra Dilma
Com sucessivas derrotas no Congresso, a presidente Dilma Rousseff sofre traições até do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) e do líder do PT na Casa, Sibá Machado. Guimarães não seguiu a ordem do Planalto em duas votações, já Sibá Machado, que balança na liderança do PT, contrariou Dilma em outras três votações. No PT, quem menos seguiu Dilma foi o Weliton Prado (MG), com 66 votos contrários.
Oposição, mas nem tanto
Entre líderes da oposição, Carlos Sampaio (PSDB) e Arthur Maia (SD) foram quem mais votaram contra o governo: 75% das votações.
Motim
Os aliados seguem rebelados. Proposta de reajuste salarial para várias carreiras da União passou com 445 votos a favor. Só 16 foram contra.
Team Cunha
A PEC da maioridade penal, apadrinhada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), opositor de Dilma, passou com folga: 320 a favor e 152 contra.
Fim das emendas?
Proposta de emenda (PEC) do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) determina o repasse automático de emendas parlamentares ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mas a adesão ainda é mínima.
Na mira
Militantes pró-Lula, ligados ao PCdoB, organizam novas tentativas de ataques ao Pixuleco, boneco inflável que satiriza o ex-presidente. Depois de esfaquearem o Lula inflável, tramam ataques com estilingue.
Opiniões divididas
A página do Ministério do Trabalho no Facebook aderiu ao "deboísmo", "organização religiosa" nas redes, que prega a tranquilidade e calma, "de boa". Causou revolta e admiração nas redes: o problema é que o mascote é um bicho preguiça, nada condizente com o Trabalho.
Cartão vermelho
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) reclama de ter sido usado para coletar assinaturas para as CPIs dos fundos de pensão e do BNDES. "Mas me deixaram de fora do comando das CPIs. Fui usado", diz.
Frito
Manoel Dias finge acreditar em sua permanência no Ministério do Trabalho. Após conversar com deputados do PDT, que o desprezam, o ministro lembrou, matreiro: "Não se falou na minha saída..."
Vexame Jeep
Em Brasília, o dono de um Jeep Renegade 2015, três dias após retirar o carro da primeira revisão, viveu cenas de cinema: ouviu explosão e viu seu capô voar, com direito a fumaça e labaredas. A concessionária fez promessas de carro novo e sumiu. A Jeep Brasil ignora o problema.
PT isolado
Nomeado por Michel Temer para ajudar na articulação política, o ex-deputado Francisco Escórcio, sarneyzista ligado a Renan Calheiros, tentou reverter o isolamento do PT em quatro CPIs. Sem sucesso.
Bola dividida
Falta consenso no PT sobre o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara. Aliados de Lula defendem a permanência do peemedebista, já petistas ligados a Aloizio Mercadante cobram a saída.
Pensando bem...
...se o ex-presidente Lula tinha azia de ler jornais quando a economia estava bem, a essa altura a azia já deve ter virado úlcera.
PODER SEM PUDOR

Bom da cabeça
O governador do Ceará, Virgílio Távora, adorou ser aplaudido com entusiasmo ao chegar no Asilo de Pirangaba. A direção do hospício havia preparado uma bela festa para o governador, na esperança de que ele resolvesse suas eternas dificuldades financeiras. Em meio à festa, um assessor de Távora percebeu que apenas um doente não aplaudia seu chefe. Foi até o homem e perguntou por que ele não batia palmas. A resposta foi imediata:
- Porque eu não sou doido, oras.
Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
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